Ajustar sistema viário, para economia
É dever do poder público favorecer a economia popular, e agora que a gasolina sobe 2,5% no Paraná, os semáforos precisam ser ajustados e sincronizados, com a eliminação dos dispensáveis, de forma que o motorista fique menos tempo parado diante deles. No caso de Londrina, será preciso que a Câmara de Vereadores e as representatividades mais fortes da cidade compareçam ao gabinete do prefeito Nedson Micheleti e solicitem a implantação de um melhor ordenamento na situação. Levantamentos feitos um deles pelo ex-prefeito Wilson Moreira atestaram que milhões de litros de combustível são queimados inutilmente diante de semáforos não-sincronizados entre si e não-adequados ao fluxo de veículos, nas vias de escoamento e transversais. Na era da avançada tecnologia que se vive, não se justificam mais os sinaleiros de três tempos, depois que um inventor de Maringá criou o de sete tempos e aquela cidade o adotou, implantando o modelo no Brasil. Hoje o sistema está adotado em Londrina, mas aparentemente ainda em fase experimental, porque a sincronia é apenas em curtos blocos e não na extensão inteira da rua. Questão de um simples ajuste. Na alta Avenida Higienópolis, de apenas 7 quarteirões, a sincronia cessa já no terceiro, para ser retomada nos quatro restantes. Os dois blocos não se entendem, então o fluxo não leva vantagem. Nessa mesma avenida, que se conecta com o maior shopping center e com o maior supermercado da cidade, há sinaleiros mistos, sem entendimento entre eles. O tempo do vermelho é o mesmo do verde, por isso formando-se filas de até 4 quadras em horário de pico, como no trecho próximo do lago. Na saída do shopping e do hipermercado forma-se longa fila, por conta de um semáforo debaixo da ponte que fica tempo demais na luz vermelha, para atender a um ou dois veículos, ou nenhum, da transversal. Recentemente a CMTU colocou semáforos na rotatória da Avenida Rio Branco com a Avenida Leste-Oeste, e isto piorou o fluxo, que funcionava bem. A rotatória já é um sinalizador. No oval da Avenida Higienópolis dá-se o mesmo, e seria interessante o experimento de retirar os semáforos. Um exemplo é que na rotatória do centro da cidade não existe sinaleiros e o tráfego flui rápido e ordeiro. A questão não é apenas racionalizar o passo dos 100 mil (dos 200 mil existentes) que circulam pelas ruas de Londrina nos dias e horários de expediente, mas diminuir o stress dos motoristas e pedestres e o gasto excedente de combustível. Com o conserto das muitas distorções, a economia seria substancial. E não apenas isto, porque todo o sistema viário de Londrina precisa ser reestudado. Um detalhe importante: o pedestre nunca tem vez, a não ser em algumas pouquíssimas esquinas. Ele corre o risco de ser atropelado, nessas travessias, pelos veículos que vêm ora de uma via e ora de outra, porque não há sinal para ele. Um sistema de tráfego é perverso se não contempla as pessoas que caminham e só beneficia o condutor da máquina.





