Problema recorrente de Londrina, o fato é que a superpopulação de pombos – estimada em cerca de 200 mil aves na região central – segue sem qualquer solução a curto prazo. O que tem sido tentado até agora pelo município são iniciativas sem eficácia comprovada e que se mostraram ineficazes para um ambiente aberto. Ontem a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) anunciou que fará mais um teste na tentativa de espantar as aves da região central da cidade.
Depois do fracasso do reator eletromagnético instalado na Praça Sete de Setembro (centro), agora a intenção é conhecer o funcionamento de um novo sistema. O projeto prevê a emissão de ondas por antena, que corrigiria a falha na formação de um cinturão de ondas para impedir os pássaros de se refugiarem nos galhos. É necessário que sejam buscadas alternativas efetivas para reduzir a quantidade de pombos existentes na região central.
A superpopulação de pássaros não se restringe apenas ao mau cheiro e à sujeira dos espaços públicos em Londrina. É – e deve ser tratada – como um problema de saúde pública. A criptococose, popularmente conhecida como "doença das pombas", já matou duas pessoas na cidade. A enfermidade afeta o sistema nervoso humano e é contraída por meio da inalação de poeira que contém o vírus Cryptococcus neoformans, eliminado pelas fezes dos pombos.
A pergunta que fica é até quando a população será obrigada a conviver com esse problema? Embora tenha melhorado, a limpeza dos espaços públicos ainda não está a contento. É urgente que seja pensado no manejo dessa superpopulação. A curto prazo o abate resolverá o problema, mas no longo prazo não será efetivo. População urbana e rural devem ser envolvidas em um trabalho de educação e conscientização para evitar que a superpopulação cresça novamente. São necessárias soluções urgentes – e rápidas.

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