Os paranaenses ainda aguardam por um desfecho rápido para a situação do Hospital Universitário (HU) de Londrina. Em meados de abril a reitoria da Universidade Estadual de Londrina e a direção do HU anunciaram o fechamento da Central de Tratamento de Queimados e a restrição do atendimento do Pronto-Socorro a pacientes encaminhados pelo Siate e pelo Samu. O motivo seria a falta de funcionários para suprir toda a demanda de atendimentos. O deficit foi anunciado em 344 colaboradores.
Poucos dias depois o governo do Estado anunciou a nomeação de 94 servidores já aprovados em concurso público. Depois disso, o trâmite normal do processo seria pelo menos 90 dias até que todos os convocados assumissem suas funções. Um prazo longo, considerando que se trata de serviço de saúde – essencial à população. No entanto, reportagem desta FOLHA relata que os aprovados ainda não foram nomeados pelo governo do Estado. Dessa forma, será prolongado o prazo para "um alívio" à atual estrutura, que continuará funcionando com quadro de pessoal defasado, considerando a necessidade anunciada.
Portanto, é importante que a sociedade se una e cobre um rápido desfecho para a situação. O HU, habilitado para realizar procedimentos de alta complexidade, atende pacientes de todo o Estado. Além disso, a Central de Queimados foi uma conquista difícil, que não pode ser abdicada agora. Antes de sua instalação, pacientes morriam na estrada a caminho de Curitiba, como foi lembrado em outras reportagens. O que se tornou uma esperança de vida para muitas pessoas, não pode ser descartado.
É preciso mobilização da população para evitar que essa situação continue sendo prolongada. Faz-se fundamental o envolvimento e a articulação da sociedade civil organizada para cobrar um rápido desfecho.

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