Há anos o aumento da incidência de aids entre jovens preocupa autoridades ligadas à saúde pública. Sem ter vivenciado o choque provocado pela manifestação da doença, principalmente entre artistas nos anos 80, esse público parece estar alheio aos riscos. Tanto que o governo do Estado está desenvolvendo pesquisa em colégios do Ensino Médio e universidades de Foz do Iguaçu (Região Oeste) e do Litoral para avaliar o grau de conhecimento dos estudantes com relação à enfermidade.
Esses dois locais apresentam taxa de incidência bem maior do que a registrada na Região Metropolitana de Curitiba, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Sem divulgar números exatos por regiões, a Sesa informa que no ano passado foram notificados 377 casos entre pessoas com idades entre 15 e 29 anos. Em 2012, foram 346 registros. Dados parciais levantados pela pesquisa apontam que muitos jovens têm informações sobre o HIV, mas desconhecem prevenção e tratamento.
A forma de se evitar o contágio pela prática sexual é simples e o mesmo para outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), até mesmo de uma gravidez indesejada. Se eles não sabem como se prevenir do HIV, pode-se supor que estejam expostos a praticamente todas as outras DSTs. A contaminação pelo compartilhamento de seringas para o uso de drogas injetáveis também merece mais cuidado até mesmo para prevenção de outras doenças graves como a hepatite.
A escalada da aids entre os jovens, além de indicar que as campanhas educativas até então têm se mostrado ineficientes, também mostra a falta de interesse dos jovens quando o assunto é prevenção. Comportamento adulto, como a prática sexual, deve ser responsável. E isso também é tarefa dos pais, que têm que auxiliar seus filhos com informações. É importante que o Estado se mobilize a fim de desenvolver campanhas mais assertivas que protejam os jovens da doença que ainda não tem cura.

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