A tão esperada chuva chegou para valer, colocando fim ao longo período de estiagem que prejudicou lavouras, deu trabalho aos bombeiros – que tiveram que apagar focos de incêndio causados por queimadas irresponsáveis –, e judiou das crianças e idosos (que mais sentiram na pele e no aparelho respiratório as consequências da falta de umidade do ar).
Com as águas rolando e a mudança na temperatura, fica aberta a temporada favorável para a venda de sombrinhas e guarda-chuvas, de agasalhos, de alimentos calóricos e bebidas como cafés, chás e chocolates. Além, é claro, dos vinhos e bebidas ‘‘quentes’’.
O tempo também favorece o uso de galochas. Principalmente nas ruas da cidade onde as bocas-de-lobo ainda não foram desobstruídas e a enxurrada transforma a travessia numa tormenta. Aliás, em alguns pontos, é necessário o uso não só de galochas, mas de capas de chuva porque a água acumulada é tanta que, a passagem de qualquer veículo sobre o local, pode encharcar o pedestre desavisado, da cabeça aos pés.
Os acessórios ‘‘antichuva’’ não param por aí. Quem trafega pelas ruas de Londrina precisa usar protetores contra buracos. Afinal, a camada de asfalto que recobre as vias da cidade, e que já está totalmente esburacada, ficará ainda pior. Só se espera que as autoridades, que até já estimaram a quantidade de buracos existente na cidade, não venham culpar São Pedro pelo agravamento da situação.
Luka Morais

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