A água que vem da bacia do Ribeirão Cambé e que forma os quatro lagos urbanos artificiais está poluída, sobretudo, por compostos orgânicos como esgoto, metais pesados e pelos chamados hidrocarbonetos – substâncias derivadas de petróleo. A afirmação é da professora e pesquisadora do Departamento de Ciências Fisiologicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cláudia Bueno dos Reis Martinez.
Ela desenvolve há anos um trabalho de biomonitoramento da saúde dos peixes – lambaris e cascudos – que habitam os lagos Igapó 1 e 4. Atráves das condições gerais dos peixes, a pesquisadora consegue definir qual a condição do ambiente em que vivem. ‘‘A saúde dos peixes está comprometida em virtude do comprometimento da qualidade da água’’, pontua.
Cláudia explica que seu trabalho consiste na coleta dos peixes e na avaliação de órgãos, sangue e enzimas, principalmente as produzidas no fígado, já que é alí que são metabolizados muitos dos compostos tóxicos ingeridos pelo animal. Quando a concentração dessas enzimas aumenta é sinal de que o peixe foi exposto à poluição. A pesquisa encontrou ainda diversos peixes anêmicos no Lago 1. A doença, segundo ela, foi provocada pela contaminação por chumbo. (Luciano Augusto)

mockup