Os agricultores que se preparam para o plantio de soja, agora em outubro, estão esperançosos com as previsões de chuva e calor. Chuvas regulares são importantes para ajudar o desenvolvimento das plantas. ''Só não pode chover demais porque daí prejudica a colheita da safra de inverno, que tem no trigo o produto principal'', alerta a engenheira agrônoma Vera Rocha Zardo, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura.
Outra boa notícia é a ausência dos fenômenos El NiÀo e La NiÀa, que causam chuvas em excesso ou seca. ''Sem a interferência deles, vamos ter uma primavera normal, quente e com índices pluviométricos ascendentes, ou seja, aumentando à medida que chegamos mais perto do verão'', explica o meteorologista Agenor Santa Rita, do Deral. Quando a estação é muito seca o plantio da soja acaba atrasado porque é preciso chuva para que as sementes germinem de maneira adequada. Se chover demais o solo fica encharcado e a produtividade também é reduzida.
Apesar de toda a tecnologia disponível hoje em dia no campo, a agricultura ainda depende do clima. O país comemora os resultados da última safra de grãos, um recorde de produção de 29,6 milhões de toneladas. De olho na meteorologia, os técnicos já arriscam superar essa marca, apesar da redução da área de plantio de milho, substituída pela soja, que rende até três vezes menos em termos de volume. De acordo com Vera, tudo vai depender do clima: ''Acredito que dá prá chegar nos 30 milhões de grãos na próxima safra, desde que São Pedro nos dê uma ajuda''.

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