Agricultura e agroindústria gerando mais empregos
Foram a agricultura e a agroindústria que geraram o crescimento dos empregos, no Paraná, nos últimos oito meses, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, mais conhecido pela sigla Dieese. Mesmo que o período de safra destes primeiros meses do ano tenha sido favorecedor, o crescimento das vagas de trabalho já vinha dando sinais desde setembro. Os números dizem que foram abertas em torno de 43 mil vagas só de janeiro a abril, 80% delas no interior. Aquele órgão menciona como fator positivo ''a recuperação do setor rural'', depois da frustração de safras com a seca e do prejuízo da pecuária com o episódio da febre aftosa bovina.
O agronegócio exportador penou e vem penando com a queda do dólar, depois que a moeda estrangeira chegou a elevar-se para até R$ 4 e veio caindo, mas houve a partir daquele período também um substancial aumento de safras, no Paraná, motivado pelo tempo favorável e, como sempre, pela sustentação da tecnologia. Se o ano de 2004 foi o grande marco do crescimento no setor do emprego, conforme o Dieese, o aumento atual é bom, embora não se possa dizer o mesmo com relação aos centros urbanos.
No segmento da indústria paranaense o empresariado perdeu um pouco de otimismo neste quadrimestre de 2007, conforme dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Mas, conforme este Jornal noticiou ontem, na região de Londrina houve um crescimento de 15,8% nas contratações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, em comparação com igual período do ano passado. As principais liberações foram para a aquisição de máquinas e equipamentos. Fator favorável ao aumento de empregos tem sido também o momento um pouco melhor ora vivido pela economia brasileira, resultante da redução de juros de financiamento, inflação controlada e maior disponibilização de crédito.
Se o Governo não é, normalmente, muito estimulador do incremento dos negócios, parecendo que é caudatário dos avanços da cadeia produtora - ou seja, a economia cresce por essa via e o sistema governamental tem de seguir o compasso - a maior abertura para os financiamentos e os juros mais civilizados foram fatores importantes. Uma coisa puxando a outra, porque melhor desempenho do setor da produção gera mais ação do Governo e mais força e moral reivindicatória dos produtores, em todas as suas frentes. Os empregos vêm como natural consequência, e se há postos de trabalho, sobra menos espaço para a miséria social e menos oportunidade para os atentados contra o patrimônio alheio.





