Não é o aumento populacional de um país que pode induzir ao aumento da fome, mesmo que não seja um produtor de alimentos e tenha de importá-los em grande escala. Fatores como o crescimento econômico e social é que nivelam a riqueza de uma nação e a melhora do padrão de vida de sua gente. Caso da China, que se converteu numa das maiores economias do mundo. E agora é a maior importadora de produtos brasileiros. E se o Brasil chega a esse ranking, isto se deve em grande parte ao agronegócio.
Com ou apesar do governo (mais apesar do que com) a cadeia produtiva avança, embora ainda não o suficiente para impor também seus manufaturados. Por ora, são prevalecentes na pauta de exportação os produtos primários, embora alguns com adicionais tecnológicos. Evoluir para o patamar de também exportar produtos industrializados é questão de melhoria de qualidade e de agressividade de marketing para competir com outros fornecedores.
Qualidade e preço são fundamentais. Diga-se en passant que os produtos chineses (ressalvados alguns itens) não são de boa qualidade mas competem em preço. O aumento populacional de países asiáticos e sua gradativa saída da pobreza - que possibilita às pessoas consumirem mais, sobretudo alimentos - contribuiu para o avanço econômico também dos países dos quais compram. Certo é também que com o aumento de vendas para a China (hoje com 1 bilhão e 700 milhões de habitantes) o Brasil terá de manter a reciprocidade, significando portais abertos para tudo o que vier da China, e quase todos os seus produtos concorrem com os nacionais. Oportuno citar que nações que pouco têm para vender, também não podem importar (por insuficiência de moeda de troca) e quem compra também quer vender. Pouco existe de mérito do Governo nesta boa situação de mercado com os chineses e com as exportações em geral, porque a política pública é de arrocho nos impostos, atuando no mais dos casos na contramão do desenvolvimento privado. Pela sua postura, converte-se não num cooperador mas em entrave para a atividade produtora nacional.
Notícias de ontem dos jornais mostram também que, apesar das muitas dificuldades enfrentadas pelos produtores, o agronegócio vai se recuperando, e no caso da exportação de carnes (bovina, suína e de aves) as vendas externas estão em expansão, embora ainda em nível mais baixo que o mesmo período do ano passado. A situação não está tão boa como seria preciso, mas nem tão má como apregoam os pessimistas.

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