Agora demitir ministros e cassar corruptos
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terça-feira, 05 de julho de 2005
Turbulência não abalou estabilidade econômica 
Em meio a uma crise política que ameaça a governabilidade, a economia brasileira mantém-se nos patamares em que sempre esteve: nem um mar de rosas e nem o caos. Os números mostram que nada se alterou nessa área ante a turbulência que abala a capital da República envolvendo as alas podres do PT, do Governo e do Congresso Nacional. O acúmulo de US$ 38 bilhões positivos na balança comercial, com tendência de seguir em ritmo crescente, é um forte pilar de sustentação da estabilidade. Outro fator, segundo os analistas, é a continuidade da confiança dos investidores estrangeiros, o que significa que os estremecimentos políticos não os influenciaram. A cotação do dólar conserva-se estável e isto demonstra uma certa resistência aos tremores, que em outras épocas faziam desabar tudo. A Lei de Responsabilidade Fiscal, nem sempre seguida à risca mas vigorando altiva, é uma garantia de progressivo disciplinamento no âmbito das administrações públicas. A nova Lei de Falências também é apontada como um ponto positivo, por dar condições à recuperação de empresas em dificuldade, assim como o advento das parcerias público-privadas. Afora esses sustentáculos, a perspectiva é que também a inflação se mantenha sustentável. A agricultura e a pecuária produtora de carne exportável, que vêm contribuindo grandemente para o superávit apontado, está sólida em sua infra-estrutura, embora as crises periódicas, que reclamam atendimento governamental. Embora a instabilidade de governos possa balançar também as estruturas da economia, certo é que no Brasil houve períodos em que as consequências eram piores. Verifica-se, agora, um diferencial entre a desequilibrada e corrompida administração pública e o Brasil-cidadão, aquele que produz e vem aprendendo a superar obstáculos. Se, como se espera, certos ministros forem substituídos, se as raposas do PT forem afastadas da esfera das decisões, se parlamentares denunciados por corrupção forem cassados, haverá um desinflar do balão de tensões e o Governo poderá concluir seu mandato constitucional. Opiniões manifestadas na caserna, e que se tornaram públicas, não devem preocupar, porque a fervura ainda não chegou ao ponto de ebulição. Evidente que o presidente da República, o Congresso e os comandos moderados do partido do Governo precisam agir, e com rapidez, no sentido de extirpar os tumores malignos em seu meio. Se Lula abandonar o temor e a frouxidão e assumir atitudes de coragem, afastará de seu redor todos os ministros citados em denúncias e aqueles que, comprovadamente, não têm competência administrativa. Aquelas três vertentes, se desejam salvar-se, não têm mais nada a fazer no momento senão tomar essas providências.


