Agilidade para a Lava Jato
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pressionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por rapidez na condução dos processo da Lava Jato. A entidade pediu à ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo, a instalação imediata de uma força-tarefa para agilizar a fase de coleta de provas. A Ordem pede a convocação de mais juízes auxiliares e justifica que a medida seria oportuna para que a "Justiça se concretize para uma nação à espera da redenção". A OAB lembrou que constam mais de 500 processos (inquéritos e ações penais) de competência originária em trâmite perante o STF, ou seja, uma demanda incompatível com a atual estrutura. Carmem Lúcia já acertou a criação de uma força-tarefa para ajudar o ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato na corte máxima do País. Os processos ganham cada dia mais desdobramentos, multiplicando-se após a instauração de 74 inquéritos a partir das revelações feitas por 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht. A semana passada terminou com as revelações da "delação do fim do mundo", quando os executivos da Odebrecht entregaram o que havia de ilegal nas relações da construtora com os políticos brasileiros e a segunda-feira começou igualmente agitada. A Suíça compartilhou com os procuradores da Lava Jato os dados do servidor da Odebrecht no país referentes a pagamentos de propinas, com datas, beneficiários e rota disponível do dinheiro - outro ingrediente que promete balançar a política nacional. Além disso, os Estados Unidos anunciaram uma rigorosa punição à Odebrecht: o Tribunal Federal do Brooklyn determinou que a empreiteira pague multa de US$ 2,6 bilhões por ter subornado agentes públicos no exterior - US$ 93 milhões para o Tesouro dos Estados Unidos, US$ 2,391 bilhões ao Brasil e US$ 116 milhões à Suíça. Diante da multiplicação de fatos novos, um reforço nas comissões do STF é necessário. Nada pode atrapalhar o andamento da Lava Jato e o Brasil não deve admitir qualquer entrave no processo de combate à corrupção.





