Agentes prestam atendimento em áreas invadidas
Tanto no Moinho Velho em Colombo, como no Beco Rio Negro em Curitiba, as prefeituras estenderam a ação de unidades de saúde próximas para atender as áreas invadidas. Através do Programa Saúde da Família, os moradores recebem visitas de médicos e enfermeiros. Diariamente agentes comunitários de saúde acompanham 200 famílias cada um. Sempre que é constatado um problema, o morador é encaminhado às unidades para tratamento. As vilas Zumbi e das Torres seguem o mesmo sistema de atendimento.
''A questão sanitária é precária e há doenças decorrentes dessa situação, mas o mais grave ainda é a desnutrição'', diz a autoridade sanitária da Unidade de Saúde Tarumã, Alice Tomie Yoshizuni, que atua no Beco Rio Negro. Esta constatação também é sentida nas outras comunidades. ''É uma miséria total. Os agentes têm que dar muita informação sobre higiene, sem falar nas cestas básicas distribuídas porque muitos não tem renda alguma'', diz a enfermeira Daniele de Mello Cherbiski, da Secretaria de Saúde de Colombo.
O secretário de Saúde de Colombo, Helder Lazarotto, acredita que nos últimos quatro anos a situação melhorou na Vila Zumbi. Para ele, a falta de uma rede de esgoto pode ser compensada com a construção de fossas nas casas.





