A população de São Sebastião da Amoreira foi surpreendida pelos telejornais na noite de 6 dezembro com a notícia de um foco de febre aftosa no município, anunciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O susto gerou apreensão, já que boa parte da população desconhecia os efeitos desta doença inofensiva ao ser humano mas altamente prejudicial ao rebanho bovino, suíno, caprino e ovino , e a apreensão desembocou na perplexidade suscitada pela questão até agora não respondida pelas autoridades competentes: afinal, por que nós?
Quase a metade dos bovinos do município, estimados em cinco mil cabeças, é criada em regime de confinamento pela Fazenda Cachoeira, onde, segundo o Ministério da Agricultura, está o foco da doença. Doença que, afirmam os técnicos do Ministério, foi contraída por parte do rebanho, um lote de 209 novilhas, adquirido em Eldorado, Mato Grosso do Sul, onde, sim, a presença do vírus da aftosa foi diagnosticada em 10 de outubro. No início de dezembro, haviam sido constatados 28 focos da doença na região de Eldorado.
A suspeita de aftosa no Paraná surgiu em 21 de outubro e, inicialmente, limitava-se a quatro propriedades três delas no Noroeste, uma no Norte que também haviam adquirido animais em Eldorado. O número de propriedades onde há animais considerados suspeitos é agora nove. Em nenhuma delas, os animais apresentam sintomas da doença. Todos os exames realizados e foram centenas, de vários tipos não comprovaram a presença do vírus da aftosa.
A Prefeitura de São Sebastião da Amoreira não tem autoridade para indicar o procedimento a tomar em relação ao rebanho da Fazenda Cachoeira, atribuição exclusiva do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Agricultura do Paraná. Todas as ações ao seu alcance, porém, foram e estão sendo executadas, com alto custo para as finanças do município.
A população amoreirense, em situação de emergência sanitária, exige que, em primeiro lugar, se dissipem todas as dúvidas sobre a presença ou não do vírus da doença em nosso município e, em segundo, que as autoridades apontem a solução definitiva para o problema.
As duas ações têm de ser realizadas o mais rapidamente possível. Para o bem não só da população de São Sebastião da Amoreira, mas de todo o Brasil e do Paraná em particular, que está sendo prejudicada por esta indefinição.
JORGE TAKASUMI é prefeito de São Sebastião da Amoreira

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