Afinal uma decisão sobre o caso Belinati
Uma decisão que poderia ter sido tomada bem antes das eleições pela Justiça Eleitoral, ficou para um dia depois da votação, levando o eleitorado a votar num candidato que poderia ser impugnado. Fala-se de Antonio Belinati, eleito com o expressivo volume de 98.432 votos para disputar o segundo turno, em Londrina. Voto de ontem do ministro-relator, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi favorável à manutenção da candidatura, o que tranqüiliza os votantes e a própria cidade e indica o fim de um impasse. O Ministério Público Federal pode recorrer da decisão.
O relevante do episódio é o indício de encerramento do caso, porque a situação não poderia ficar pendente por mais tempo, agora que a campanha é retomada para a eleição do próximo dia 26. Ao menos, depois de um retardamento que poderia ter sido evitado, esse voto ocorre no primeiro momento do novo período de campanha. O clima de tensão, em princípio, desaparece, e tanto o candidato até então impugnado, seu partido e seus eleitores, agora respiram um pouco mais aliviados.
Mas não apenas estes, porque a decisão deverá definir a metodologia de campanha dos dois disputantes, dando tempo aos eleitores que votaram nos outros sete candidatos a agora pensarem em quem dar seu voto. O ambiente se aclara bastante e a tranqüilidade se instala a menos que uma surpresa venha ainda a ocorrer. Não é apenas ao município que o pleito interessa mas a toda a Região Metropolitana e também aos demais municípios circunvizinhos, pois é indiscutível a importância do prefeito de Londrina para essa vasta área. Porque se a cidade se beneficia economicamente da faixa populacional que a circunda, também presta-lhe uma vastíssima gama de serviços, não disponíveis nas comunidades menores. Por tudo isso, uma decisão importante como esse voto do relator (fosse ele qual fosse) não poderia ter extrapolado os limites de tempo. Porque, se o adiamento acabou não induzindo prejuízo para o processo eleitoral, não deixou de gerar um clima de inquietação.
Se a Justiça Eleitoral está abarrotada de pendências por julgar, Londrina deveria ter merecido um tratamento prioritário, considerando que tem o segundo mais numeroso colégio eleitoral do Estado e sua posição estratégica regional. Louve-se, afinal, que ao menos a decisão tomada que pode ser conclusiva acontece logo no início do segundo turno.





