Aeroportos e crescimento econômico
O aumento do movimento nos aeroportos do interior indica um cenário de desenvolvimento econômico uniforme, descentralizado das capitais. Além do favorável momento, com a ascensão da classe C e o barateamento das passagens aéreas, o indicador mostra também que a atividade produtiva saiu dos grandes centros e expandiu além dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Dados da Infraero (estatal que administra alguns dos principais aeroportos do País) mostram um crescimento de 14,55% no número de passageiros que passaram pelos 31 terminais localizados no interior entre janeiro e outubro deste ano com relação ao mesmo período de 2011. Ainda que o fluxo de pessoas seja infinitamente maior nos 35 aeroportos localizados nas 27 capitais e regiões metropolitanas - uma vez que concentram mais de 90% do movimento - percentualmente a demanda cresceu 7,18%, metade do índice dos aeroportos menores.
Além de manter a expansão da aviação civil, o desafio do governo é melhorar a estrutura dos aeroportos e garantir o seu pleno funcionamento. Os problemas são inúmeros e vão desde a falta de conforto oferecida aos passageiros à ausência de equipamentos que auxiliam pousos e decolagens e falhas nas pistas. Outro fator, também determinante, são os trabalhadores, que anualmente entram em greve provocando atrasos e cancelamentos dos voos. Às vésperas da realização de dois grandes eventos esportivos mundiais, os desafios são imensos. Há que se garantir um mínimo de estrutura e agilidade no atendimento aos turistas para que o sistema todo não entre em colapso. Assim como toda a infraestrutura brasileira, os aeroportos também oferecem gargalo ao crescimento.
A Infraero desenvolveu um cronograma de investimentos para modernizar e ampliar a capacidade dos aeroportos diretamente relacionados às 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Até 2014, esses aeroportos receberão recursos de cerca de R$ 5,6 bilhões. Além disso, outros 19 aeroportos, entre eles o de Foz do Iguaçu, serão contemplados com mais de R$ 1,76 bilhão para obras de terminais de passageiros, pátios de aeronaves, pista de pouso e decolagem, torres de controle e terminais de carga. As obras são extremamente necessárias e - se saírem do papel - modernizarão a atual estrutura.





