O advogado Arnaldo Faivro Busato espera apenas a publicação da decisão do STJ para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), apelando em última estância pelo habeas-corpus à Valentina dentro do processo. Ele diz que a inclusão de sua cliente na denúncia do Ministério Público do Pará é ''surreal''. ''É um absurdo, arrumaram um cagueta para envolê-la naquele caso'', afirma Busato, frisando que pretende recorrer ao STF ainda nessa semana.
Segundo o delegado, Valentina foi denunciada com base numa reportagem publicada pela revista Veja no dia 29 de julho de 1992. O informante, segundo o advogado, sequer conhecia Valentina, mas disse tê-la reconhecido com base nas fotos da reportagem, como uma mulher que vestia capa e botas pretas em uma cerimônia dita ''satânica'', realizada na chácara de um dos dois médicos acusados no processo.
Busato diz que o depoimento não tem qualquer validade. ''Existe indícios apenas contra dois réus, os outros acabaram envolvidos no processo sem qualquer prova concreta'', defende. O advogado diz que a matéria publicada em Veja, que ligava Valentina e seu então marido, o já falecido empresário José Teruggi, ao desaparecimento dos meninos Evandro Caetano e Leandro Bossi, de 6 anos de idade, ocorridos em Guaratuba (Litoral do Estado), é incorreta. ''A revista inclusive retratou-se pelas informações que deu'', diz o advogado. ''Ela foi inocentada do processo de Guratuba pela total falta de provas de ter participado do crime e do desparecimento''.

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