Adoções e adoções
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de julho de 2020
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Lendo a Folha de hoje fiquei pensando em como há tantos movimentos para incentivar a adoção de cães e gatos e em como as pessoas se dizem felizes e realizadas em recebê-los em suas casas, pois "os coitadinhos estavam tristes, sofrendo abandonados, sem carinho". No entanto não se vê o mesmo empenho para se divulgar e realizar a adoção de crianças que, também, estão abandonadas, tristes, sem carinho, sem conseguir entender o significado da palavra "família". E antes que me critiquem e perguntem, respondo: não, nunca adotei uma criança, assim como também nunca adotei um "pet". Os animais com quem convivi em criança apareciam em casa e iam ficando por ordem da mãe. Do lado de fora. Mas já abriguei várias pessoas sob meu teto, por algum tempo, até que conseguissem caminhar com suas próprias pernas. E não me arrependo, mesmo algumas tendo me gerado problemas. É a vida.
Nina Cardoso (psicóloga) Londrina
Efeito nefasto da Covid-19
Passado quase 120 dias das medidas restritivas preventivas contra o vírus da Covid-19, observamos que algumas medidas tomadas não surtiram efeitos desejados. Muitas vidas inocentes foram perdidas, uma pena, perdas irreparáveis, pois, quando a prioridade seria a preservação da vida a todo custo, vimos com tristeza o desastre criado pelo STF, decidindo que os governos estaduais e municipais teriam o poder de tomar decisões no controle da pandemia, foi um desastre anunciado à vista de todos. Em um país sério, com certeza haveria uma comoção nacional de união contra o inimigo comum, a Covid-19, mas o que presenciamos foi uma guerra política de egos exaltados para ver quem teria melhor aparição na mídia. Isso ficou claro a todos, pois, podemos dizer que nenhum deles que decidiram até agora não tinham conhecimento sequer de como tratar a doença, qual o medicamento usar, em vez disso, rechaçaram todo tipo de medicamento, tratamento preventivo ou não, enquanto seu povo estava perdendo vidas importantes, perdendo a guerra contra o único inimigo comum. Ainda dá tempo de unir a todos, União, Estados e Municípios, num protocolo único, sem politicagem, deixando as eleições de lado.
O Brasil, com sua diversidade comportamental, regional, e educacional, tem dificuldades de assimilar um protocolo de prevenção e cuidados necessários para proteção de si próprio, isso dificulta em muito o trabalho. Há a necessidade urgente de separar politicagem de setores essenciais como saúde, educação, trabalho, infraestrutura, justiça, etc. Jamais criar empecilhos e valorizar um governante não corrupto, uma raridade e dádiva nos dias atuais, pois outros, outrora, simplesmente nos roubaram e comprometeram o futuro e sonhos de nossos filhos e netos de um Brasil melhor para todos.
Yochiharu Outuki (engenheiro agrônomo) Londrina
MEMÓRIA
20 de julho de 2010.
Um festival de muitas histórias
Notável como são os grandes compositores, o Festival de Música de Londrina (FML) compôs uma obra de valor inestimável: a própria história. Em três décadas, influenciou e definiu a trajetória de muitos músicos, como Camilo Carrara. ‘‘O festival marcou muito a minha vida. Depois de participar do evento londrinense e do Festival de Brasília, eu resolvi ser músico profissional’’, destaca o violonista e multiinstrumentista paulistano, que já tocou com Paulo Moura, que morreu na semana passada, Alaíde Costa, Toquinho, Cida Moreira, Zizi Possi, entre outros.


