Adeus do campeão
Ronaldo deixou os gramados. Enfim, ele entendeu que precisava preservar sua imagem de atleta, vencedor, campeão. Nos últimos meses, Ronaldo não foi nem sombra daquele menino que encantou a todos com a camisa do Cruzeiro, em 1993, quando tinha apenas 17 anos. Foi lá que despontou para o futebol. Foi no time mineiro que começou a escrever sua história no futebol. História que chegou ao fim ontem.
Ronaldo teve alguns tropeços na vida, como no caso em que se envolveu com três travestis. Mas quem nunca errou que atire a primeira pedra. Daqui a alguns anos poucos se lembrarão das derrotas do atacante. A maioria absoluta lembrará de suas arrancadas, dribles desconcertantes, de sua força de vontade para se recuperar das inúmeras lesões e de seus gols. Foram 414 gols. Difícil dizer qual o mais bonito. Certo é que nenhum foi feio. Afinal, como dizia Dadá Maravilha: ''Não existe gol feio. Feio é perder gol''.
Não foi à toa que Ronaldo ganhou o apelido de Fenômeno na Inter de Milão, um dos grandes clubes que defendeu nos 18 anos de carreira. Ele foi fenomenal dentro de campo. Conquistou dois títulos mundiais com a seleção brasileira, sendo decisivo na Copa de 2002, é o maior artilheiro da história dos Mundiais com 15 gols e se consagrou três vezes como o melhor do planeta na eleição da Fifa.
Todas as conquistas dentro de campo se refletiram do lado de fora. Ronaldo tornou-se uma espécie de Midas. Tudo que toca vira ouro. Os contratos milionários que assinou durante a carreira, um deles vitalício, garantem a ele e à sua família um futuro esplendoroso.
Ronaldo deixará saudades. Mas ele fez o correto. Pensou em si próprio. O choro na despedida mostra o quanto ele ama o futebol, esse esporte capaz de mexer com os sentimentos de multidões. Após 18 anos de tantas alegrias, só nos resta agradecer. Obrigado, Ronaldo!





