A dez dias do prazo final para o cadastramento biométrico, cerca de 42 mil eleitores ainda têm que comparecer ao Fórum Eleitoral de Londrina para o recadastramento. Os seis meses de prazo disponível para o procedimento – que é bastante rápido e simples – não foram suficientes para atrair 80% do colégio eleitoral do município, conforme determina resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
Um misto do famoso comportamento brasileiro – de deixar tudo para a última hora – aliado à falta de interesse pela política podem explicar o fato. Os recentes atos registrados na história do País, com a população nas ruas pedindo mudanças no atual sistema político, o fim da corrupção e a não aprovação de leis que pretendiam limitar o poder de investigação do Ministério Público, são mais do que suficientes para reforçar o descontentamento dos brasileiros.
No entanto, deixar de comparecer às urnas e escolher candidatos amparados no "voto de protesto" não exprimem a verdadeira democracia e também garantem a manutenção do atual modelo. Não basta ir às ruas, é preciso participar ativamente da vida política do Brasil, desde a escolha do melhor candidato ao acompanhamento de suas ações. Por isso, é tão importante o cadastramento biométrico.
Vale lembrar que o atual modelo brasileiro de votação, por meio das urnas eletrônicas, é referência mundial. Regulamentada há dois anos, a biometria está sendo implantada gradativamente pela Justiça Eleitoral em todo o País. Já foi implantado em Curitiba, enquanto outros sete municípios (incluindo Londrina) estão em fase de cadastramento biométrico. O modelo é praticamente imune a fraudes, uma vez que o sistema fica preparado para reconhecer uma identidade a partir de comparações de impressões digitais cadastradas.
Esse sistema também já é usado por outros órgãos públicos, como as polícias Federal e Civil (para emissão de passaportes e de carteiras de identidade) e também para compor os cadastros. É um modelo confiável, mas que precisa de adesão dos eleitores para entrar em funcionamento.

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