Curitiba - Um possível acordo marcado para hoje, na Assembléia Legislativa, pôs fim ao protesto das mulheres de policiais militares. Na última terça-feira, elas fecharam os principais batalhões em Curitiba, Paranaguá, Guarapuava e Londrina em manifestação contrária à proposta apresentada pelo governador Jaime Lerner (PFL) no início da semana. Anteontem, porém, elas decidiram levantar acampamento depois da promessa do deputado Orlando Pessuti (PMDB) de apresentar uma emenda à proposta, que deve ser votada amanhã.
O governo estadual propôs aumento da gratificação especial em 130% para os policiais. O reajuste será feito em três parcelas. A primeira seria paga em janeiro de 2003. As demais, em janeiro de 2004 e 2005. Com a proposta do Estado, um soldado de primeira classe com 22 anos de polícia e que atualmente ganha R$ 897,87 passaria a receber, ao fim dos três anos, R$ 1.170,71.
As mulheres temem, porém, que o acordo não seja cumprido ao longo dos três anos e esperam que a proposta do deputado Pessuti seja aprovada. De acordo com a emenda, o reajuste seria pago em três parcelas ao longo do ano que vem e não em três anos como prevê o governo. A mulheres discutem o acordo hoje, às 10 horas, na Assembléia Legislativa.
Em um balanço preliminar da manifestação, a PM informou que os pneus de quase 100 viaturas foram esvaziados, mas que em todos os dias o serviço emergencial 190 funcionou normalmente na capital.
Em Londrina, o bloqueio das mulheres de policiais militares, em frente ao 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), impedindo a saída de viaturas, encerrou sábado, às 18 horas. A manifestação durou 24 horas. Hoje, às 10 horas, o policial da reserva Pedro Sarapião, escolhido pelas líderes de Londrina, deverá representá-las na reunião para discussão sobre a emenda ao projeto, em Curitiba. (Colaborou Giovana Kindlein)

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