Acidentes de trânsito: uma epidemia
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Os acidentes de trânsito são um caso de saúde pública, como se fosse uma epidemia que causou a morte de 75 pessoas entre janeiro e outubro de 2018 em Londrina. Epidemia que está sendo terrível principalmente contra os mais jovens. É isso que apontam dados da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e do Seguro DPVAT. Segundo a companhia que administra o trânsito de Londrina, quatro em cada dez mortos no trânsito têm idade entre 18 e 30 anos.
Das 75 pessoas que perderam a vida no trânsito de Londrina, 32 tinham entre 18 e 30 anos. Outros 27 tinham entre 31 e 59.
Pelo seguro DPVAT, o levantamento engloba os anos de 2016 e 2017, dando conta que 63 mil pessoas morreram vítimas de trânsito no Brasil, sendo 26 mil pessoas com idade entre 18 e 34 anos.
Domingo, 18 de novembro, foi o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de conscientizar a população sobre mortes que poderiam ser prevenidas.
Em Londrina, ainda que a CMTU tenha registrado queda no número de acidentes e vítimas não fatais em relação ao ano passado, o número de óbitos se manteve estável se comparado a 2017. É uma mostra da gravidade dos acidentes.
Há a perda de vida e todas as consequências que uma morte pode causar em uma família. E há também o prejuízo financeiro.
Grande parte dos feridos fica em leito hospitalar, e, os que sobrevivem enfrentam dificuldades, ocupam o sistema de saúde e pressionam a Previdência Social.
Os motociclistas são as principais vítimas. Imprudência e negligência são os grandes culpados.
Especialistas acreditam que as campanhas de educação para o trânsito utilizadas no Brasil poderiam ser menos brandas e mais impactantes, como as criadas nos Estados Unidos e Europa. As campanhas são necessárias e o poder público deve intensificar a utilização delas, principalmente nesta época do ano, quando as famílias se preparam para viajar de férias.
Órgãos públicos e iniciativa privada precisam trabalhar em conjunto, criando e implantando ações de prevenção e intensificando a fiscalização.
A tragédia do trânsito provoca hoje mais mortes entre jovens e motociclistas. Combater essa epidemia é prioridade.



