A redução das ocorrências de acidente de trabalho deve ser uma luta constante de toda a sociedade. Ontem, Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, ato realizado em Londrina chamou atenção para a quantidade de vítimas fatais. Em 2013, último dado disponível segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social, foram registradas 270 mortes no Estado – o Paraná está entre as cinco unidades da federação com maior concentração de casos.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) anualmente cerca de 2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano de enfermidades relacionadas ao trabalho; 321 mil morrem como consequência direta de acidentes. Os números indicam que a cada 15 segundos um trabalhador morre de acidente ou doenças relacionadas com o trabalho. De acordo com a OIT o Brasil é o quarto País com maior número de casos. Esse dado é preocupante.
É claro que a expansão do mercado de trabalho, que ocorreu fortemente nos últimos anos, contribuiu para um maior número de ocorrências. No entanto, também indica que ações preventivas não foram feitas na mesma proporção. Mostra que tanto empregadores como empregados não têm consciência da importância da prevenção. Equipamentos simples e até mesmo mudança de comportamento ou adoção de certos procedimentos podem contribuir positivamente para redução das estatísticas.
Até porque dados do Ministério da Previdência apontam que entre os anos 2000 e 2011 a concessão de auxílio-doença acidentário cresceu 124% enquanto as aposentadorias por invalidez por acidentes aumentaram 6%. Os números impactam nas contas previdenciárias, mas o que deve ser considerado é que as consequências que ficam para os trabalhadores e suas famílias. Em muitos casos são sequelas irreversíveis que modificarão totalmente a qualidade de vida dessas pessoas. Ações preventivas merecem mais destaque e discussão na sociedade.

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