Acidente em Ipiranga: o Paraná diante de uma tragédia
Colisão entre carreta e micro-ônibus na região dos Campos Gerais deixou 23 mortos e cinco feridos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Colisão entre carreta e micro-ônibus na região dos Campos Gerais deixou 23 mortos e cinco feridos
Folha de Londrina 
O Paraná amanheceu na quarta-feira (19) diante de uma das maiores tragédias de trânsito de sua história recente. O acidente na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais, que deixou 23 mortos, é o mais grave registrado em rodovias federais do Estado em cinco anos. Um micro-ônibus e uma carreta bateram de frente.
Entre as vítimas, estão duas crianças, 13 mulheres e oito homens, incluindo o motorista do caminhão, com placas de Erechim (RS). A carreta estava vazia no momento do acidente.
O micro-ônibus era da Secretaria de Saúde de Imbituva, município que fica a menos de 30 quilômetros de Ipiranga. Ele transportava pacientes que buscavam atendimento médico em hospitais da Região Metropolitana de Curitiba.
Cinco feridos foram encaminhados para o Hospital Regional dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, quatro adultos e uma criança de 9 anos.
Após o acidente, a pista ficou interditada por aproximadamente sete horas e o congestionamento chegou a sete quilômetros no sentido de Prudentópolis e nove quilômetros em direção a Ponta Grossa.
As informações preliminares da PRF (Polícia Rodoviária Federal) apontam que a carreta teria invadido a faixa contrária. É fundamental que a investigação esclareça com rigor as circunstâncias da colisão. Saber as causas é importante para que eventuais responsabilidades sejam apuradas e, principalmente, para que medidas preventivas possam ser adotadas pela concessionária responsável pelo trecho e pelas autoridades de trânsito do Estado.
Não se trata apenas de atribuir culpa. Acidentes graves como esse ocorrido em Ipiranga precisam ser analisados de forma criteriosa para identificar falhas e riscos, como condições de rodovia, sinalização, comportamento dos motoristas, jornada de trabalho, manutenção dos veículos e outros fatores.
O luto oficial decretado pelo Estado e as manifestações de solidariedade dos municípios são gestos necessários e importantes. A Folha de Londrina se solidariza com as famílias e amigos das vítimas dessa tragédia e com o município de Imbituva, mas lembra que o respeito às vítimas exige que as mortes não sejam reduzidas a uma estatística anual de acidentes.
Para as famílias, não existe estatística capaz de dimensionar a perda de 23 histórias que foram interrompidas pela violência no trânsito. Que além de solidariedade, haja uma resposta efetiva, que é fazer das estradas brasileiras lugares mais seguros.
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