Acessibilidade e desrespeito
A inclusão social tem que ser real, não basta apenas estar expressa nas leis. E, dentro desse contexto, a mobilidade é uma importante ferramenta para que a pessoa portadora de algum tipo de deficiência sinta que realmente faz parte da sociedade, com direitos e deveres.
A acessibilidade para deficientes sensoriais ou com mobilidade reduzida está estabelecida pela lei 10.098/00 e regulamentada pelo decreto 5.296/04. No entanto, em uma rápida observação pela cidade é possível constatar que a lei ainda é pouco cumprida. Reportagem da FOLHA flagrou várias cenas de desrespeito no centro da cidade, principalmente de motoristas que param nas calçadas em cima das guias de piso tátil. Importante acrescentar que estacionar sobre esse tipo de pavimentação é considerado infração grave, conforme o Código de Trânsito Brasileiro. A multa é de R$ 127,69, além da perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
Não estacionar em local irregular, ajudar pessoas com mobilidade reduzida a atravessar uma rua, atuar na preservação de espaços públicos são iniciativas simples mas que fazem a diferença na vida em sociedade. As pessoas devem ter atitudes mais cidadãs, aprender a respeitar o espaço do outro.
No entanto, além do piso tátil seria importante fiscalizações para averiguar as condições das calçadas em geral. Há muitos locais, no centro e nos bairros, com pisos quebrados, com mato e até mesmo sem qualquer calçamento o que revela o total descaso com o pedestre. E ainda não há padronização de pavimentos. Além disso, seria importante que os órgãos públicos adequassem suas calçadas para garantir acessibilidade total a essa parcela da população. Não adianta apenas fiscalizar o comportamento da população se não há exemplo de conduta. Exemplos de cidadania devem partir de todos.





