O analfabetismo é um problema que ainda persiste. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aponta que o Brasil está no 8º lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos. Foram avaliados 150 países. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada em 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos.
Se esses índices persistem altos, os números ultrapassam o limite do aceitável quando se tratam de pessoas com algum tipo de deficiência. Estudo da Universidade de Brasília aponta que 74% dos cegos brasileiros são analfabetos, incluindo os que não sabem ler em braille ou outro método e os que não possuem certificação escolar. Do total de cegos – 506 mil, segundo IBGE –, 13% concluíram o Ensino Médio e 11% os ensinos básicos e fundamental. Apenas 2% terminaram a gradução ou algum tipo de pós-graduação.
Os índices indicam que o País não tem conseguido fazer a inclusão dessas pessoas na sociedade e isso precisa ser revertido. Uma deficiência não pode continuar a ser um impeditivo para que essas pessoas não consigam ter uma vida independente ou mesmo galgar melhores condições. Se o mercado de trabalho oferece poucas oportunidades para pessoas com um mínimo de estudo, as chances para os analfabetos são infinitamente menores.
É preciso que o governo federal coloque em prática urgentemente planos mais efetivos para inclusão dessas pessoas. É um projeto de grande extensão, uma vez que tem que envolver qualificação do corpo docente, infraestrutura adequada nas escolas e campanhas de conscientização a serem desenvolvidas entre os alunos. A "Pátria Educadora", lema adotado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para seu segundo mandato, tem que incluir todos os brasileiros.

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