Curitiba - O Ministério Público Federal decidiu acionar judicialmente a União, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Prefeitura de Curitiba, para garantir a manutenção dos serviços essenciais do Hospital de Clínicas (HC). A ação civil pública foi protocolada na tarde de ontem na Justiça Federal, em Curitiba. Na semana passada, a diretoria do HC entregou um dossiê ao MP informando do risco de fechar as unidades de tratamento intensivo de crianças e adultos, além de outros setores críticos, por falta de pessoal.
A procuradora da República, Antonia Lélia Neves Sanches Krueger, que assina a ação, requereu que a UFPR seja obrigada a providenciar a contratação imediata de 180 profissionais da área médica, pelo prazo de 180 dias, ‘‘para fazer frente aos serviços críticos que estão na eminência de desativação’’. A União fica encarregada de assegurar os recursos necessários.
A ação cobra, ainda, da União a realização de concurso público para preencher 298 cargos vagos no HC. À Prefeitura de Curitiba cabe garantir atendimento médico às pessoas que não puderem ser assistidas pelo HC.
Antonia Lélia solicitou à Justiça Federal a inspeção antecipada de provas com a tomada de depoimento dos atuais diretores do HC, tendo em vista que poderá haver mudanças na direção do hospital com a entrada do novo reitor da UFPR, em abril.

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