Um rolo de fita adesiva e bexigas cheias de água. Essas foram as ''armas'' utilizadas contra os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) durante atos de campanha nos últimos dois dias.
O primeiro a ser alvo da hostilidade foi o tucano durante caminhada em Campo Grande, zona oeste da capital fluminense. No primeiro turno, o candidato foi o terceiro mais votado no Rio de Janeiro, com 22,53% dos votos. Já a petista também enfrentou ontem, em Curitiba, a ação de algum descontente.
Três balões cheios de água foram atirados de um prédio comercial da rua XV de Novembro, durante uma caminhada, atingindo apenas os militantes que acompanhavam a candidata. No Paraná, a petista perdeu para o tucano, ficando com 38,94% dos votos.
Apesar de nos dois casos os candidatos estarem em atos de campanha, respectivamente, em ''terrenos inimigos'', eles enfrentam nesta reta final do segundo turno, somente o reflexo de toda uma campanha voltada aos ataques. O eleitor, o militante, o simpatizante que acompanham a propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão são testemunhas do tom bélico adotado pelos dois lados. Críticas aos aliados, aos grupos políticos, acusações, inferições etc., tudo menos propostas.
É desalentador que chegando o dia dos 135 milhões de eleitores brasileiros escolherem o 40º presidente do Brasil, sejamos testemunhas de campanhas tão deficientes e debates tão inócuos, resultando em agressões morais e até físicas.

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