A liberação da emenda que destina R$ 26 milhões para término da ampliação do prédio da Santa Casa de Londrina é resultante da mobilização dos dirigentes da instituição e de líderes da comunidade, que de sua vez moveram as autoridades, demonstrando que se há união de esforços em benefício das boas causas, muitas conquistas são possíveis. O repasse do recurso ainda depende de aprovação de projetos complementares dos setores elétrico e hidráulico da construção, mas importa que o empenho da verba ocorre antes do dia 31 deste mês, porque a perda desse prazo inviabilizaria a liberação.
  O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, José Temporão, que foi convidado pela direção da Santa Casa a vir a Londrina e conhecer a obra. Com esse dinheiro será possível terminar o prédio, que está em construção há 15 anos mas parou quatro anos atrás por falta de recurso financeiro. A ampliação resultará no aumento de 125 leitos de internação e de 40 para a unidade de terapia intensiva. Esse recurso é fundamental, inclusive porque 60% dos atendimentos de Santa Casa são de pacientes do Sistema Único de Saúde.
  A tradicional instituição atende a pacientes de toda a região, de pontos mais distantes do Paraná e também do vizinho estado de São Paulo. A conclusão da obra permitirá a ampliação dos serviços e o acréscimo de 900 empregos diretos. O empenho dos diretores do hospital e a ação rápida de lideranças políticas e comunitárias possibilitaram a decisão do Ministério da Saúde e do Ministério dos Assuntos Institucionais de dar andamento aos procedimenentos necessários naquele sentido. De Brasília, o superintendente da Santa Casa, Fahad Haddad, fez agradecimentos a este Jornal e a ministros e deputados federais que abraçaram a causa. A emenda que havia destinado aquele recurso no orçamento de 2008 partira de medida conjunta de todos os deputados federais e senadores do Paraná. Com a decisão que ora ocorre, os pacientes irão ganhar mais espaço, sabendo-se da superlotação hospitalar em Londrina – cidade que, por ser pólo regional e disponibilizar de mais recursos, tem também de corresponder a uma maior gama de atendimentos, em muitas áreas.
  Ressalte-se novamente a importância da mobilização comunitária, que levou à ação também representantes da esfera política. É dessa forma – a ação conjunta – que se alcança vitórias, e quando elas envolvem melhoria de serviços à população mais carente (os doentes, no presente caso) tornam-se ainda mais relevantes.

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