Moradores de três bairros de Londrina reclamam cheios de razão do abuso de foguetório (depois das 23 horas) em festa de aniversário de uma choperia e da música alta desse estabelecimento. Um ano atrás a Justiça agiu vigorosamente contra o som alto nos clubes sociais, e a medida produziu bom resultado, embora vez outra ainda ocorra a extravagância dos sons musicais. Em Londrina há um costume de soltar foguetes, e isto acontece frequentemente à noite e inclusive na madrugada. Algo que precisa ser contido, porque a lei do silêncio existe e, para que funcione, será preciso que a vizinhança denuncie, como fizeram esses moradores. Foguetes são perigosos, podendo gerar acidentes pessoais e incêndios, quando espocados aleatoriamente. Esse barulho molesta pessoas e animais. Os cães sofrem muito com isso, face aos ouvidos sensíveis, e também as aves. Pode-se ver como elas se levantam assustadas ante o barulho ensurdecedor do tiroteio. A última denúncia é que o foguetório aconteceu, ademais, à margem do Lago Igapó, onde as garças fazem ninhos. Quem disser que não há que se preocupar com isso certamente não tem consciência ecológica e nenhum respeito à natureza e, naturalmente, nem com as pessoas. No caso da música alta nas casas noturnas londrineses - vale também para outras cidades - o problema carece de uma investida das autoridades por via de advertência aos músicos e também aos donos do estabelecimentos onde eles tocam, sem poupar multas em caso de reincidência. O controle do som geralmente escapa do alcance dos contratantes aí incluídos alguns restaurantes e são os músicos que erguem o volume ao máximo, por imaginar, equivocadamente, que eles são a atração, quando na verdade a freguesia vai a um ponto desses para horas de convivência e de conversa. Há clientes que não vão a lugares onde haja música, ao vivo ou eletrônica, então nesses casos o som musical afugenta o freguês em vez de atraí-lo. A Secretaria do Meio Ambiente, que recentemente aplicou pesa multa num clube social de Londrina pelo volume excessivo do som, precisa dar continuidade a ações semelhantes. Os profissionais músicos, que precisam de trabalho, devem saber que ninguém aprecia som estridente. Para ouvir música existem os recintos apropriados, que obedecem aos horários regulamentares e respeitam a lei do silêncio. Já tarda, no Brasil, uma lei que estabeleça o horário da meia-noite para encerramento de qualquer festa incluindo os tradicionais bailes a não ser em casos especialíssimos como o carnaval, o fim-de-ano e algumas outras celebrações que envolvam toda a população. Na Europa, nos Estados Unidos, no Japão, na Coréia (cite-se especialmente a gigantesca cidade de Nova York), nada fica aberto depois das 23 horas. Não se imagina que, em tais países, um clube social comece uma festa às 11 da noite e vá até 5 da madrugada atormentando a vizinhança. Quem conhece o Japão sabe que uma festa noturna começa às 18 horas e acaba pontualmente às 22, sem um minuto sequer de acréscimo. Uma boa festa pode se realizar cedo e com música baixa, sem que ninguém deixe de ser feliz.

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