Aborto e as eleições
Aborto e as eleições
Antes mesmo de te formares no ventre de tua mãe. Eu já te conhecia; antes que saísse do seio, Eu já havia te consagrado. (Jr.1,5)
Áureo Martins Fulgêncio
O Dr. Bernard Nathanson, um dos principais promotores da legalização do aborto nos EUA, conhecido como rei do aborto, depois de haver praticado mais de cinco mil abortos, por motivos científicos teve uma radical mudança, declarando: Dramaticamente tenho de reconhecer que o feto não é um bocado de carne: é um paciente.
Hoje os defensores do aborto propagam e justificam a prática do aborto por já haver sido realizado no Brasil mais de 4.500 mil abortos clandestinos. Como podem precisar esta cifra, se alegam ser clandestinos? O rei do aborto, nos Estados Unidos, confessou que prevaricava ao alegar que morriam, a cada ano, naquele país, de 10 a 15 mil mulheres, vítimas do aborto provocado, enquanto ele sabia que não era mais de 300 vítimas. Este médico, na Associação Nacional para Revogação das Leis Contra o Aborto, criou frases de impacto como: A mulher tem direito ao domínio de seu próprio corpo; liberdade de escolha; há conspiração católica, etc. Aqui no Brasil além destes slogans os abortistas acrescentam que o rico pratica o aborto, quando quer, mas a mulher pobre não tem dinheiro para abortar, sem risco de vida. Assim sendo, querem os abortistas igualdade de direito para que o pobre possa praticar o aborto nos hospitais públicos.
Vamos contrapor a estes falsos slogans:
1)Direito de domínio de seu próprio corpo: Sabe-se que o feto não é uma parte da mãe. Quando o feto se implanta na parede do útero, o sistema imunológico materno reage para expulsá-lo, mas o feto embora esteja dotado de um sistema natural de defesa, não consegue, às vezes, sua permanência, sendo expulso, num aborto natural.
Onde está o direito à vida proclamada pela nossa Constituinte e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos? E o que faz o UNICEF pelos indefesos e inocentes nascituros?
2)Aborto terapêutico: O ginecologista e presidente do movimento Profeto de Pirassununga declara que não existe o aborto necessário, logo o artigo 128, inciso I do Código Penal é totalmente inócuo, para os médicos fiéis a seu juramento profissional. Paulo VI em sua encíclica Humanae Vitae ensina que nunca é lícito fazer o mal para que daí possa provocar o bem. Assim não se pode aceitar o argumento de que é necessário sacrificar uma vida para salvar a da mãe. O fim não justifica os meios. Se porém um médico na impossibilidade de salvar mãe e filho, como no caso de um tumor cancerígeno no útero, pode e deve salvar uma das vidas. É, por exemplo, o caso de um salva-vidas que, encontrando-se impossibilitado de salvar duas ou mais pessoas que se encontram afogando, deve salvar uma das pessoas, sem que com isto, ele tenha que provocar a morte dos outros... Aqui, se houve um mal, este não foi praticado mas, por efeito secundário de uma boa ação, pode, assim, quando muito, ser tolerado.
3)Número de abortos: Se o número de abortos praticados clandestinamente é o argumento para legalizá-lo, então está na hora de lutarmos pela legalização da droga, da corrupção; do crime de colarinho branco, pois estes crimes também ainda são incontroláveis em nosso país.
Além das consequências físicas que surgem nas mulheres que praticam o aborto, há as sequelas de natureza psicológica como sensação de perda, culpa, insatisfação, tristeza profunda, remorso, depressão, insegurança, desequilíbrio emocional, hostilidade, distorção do instinto maternal e frustração.
Argumentam os abortistas que o estupro é uma violência à vítima, mas reafirmamos que a segunda violência será o aborto que é um holocausto silencioso.
Nos Estados Unidos dos 1.500.000 de abortos por ano, somente são consequência de estupro cerca de 200, isto é, 0,013%, enquanto dois milhões de casais esperam, sem sucesso, por adoção de bebês.
Cerca de 70% da população do globo vivem em países que aceitam o aborto. A eliminação de vítimas indefesas supera, a cada ano, os 50 milhões. Hoje o seio materno está tornando um lugar mais perigoso do que os campos de concentração e de batalha, pois ali os inocentes são torturados e arrancados criminosamente, para muitas vezes, serem vendidos a certas indústrias farmacêuticas, para elaboração de cosméticos. O Senhor abomina as mãos que derramaram sangue inocente (Prov.6,17). Precisamos matar nossa consciência para aceitarmos o aborto, afirma Madre Teresa de Calcutá.
Num primeiro momento, nossos legisladores tentam aprovar o aborto por estupro ou malformação, para isso mais tarde, apresentarem outros anteprojetos como infanticídio, eugenia, seleção de raça - como vem acontecendo há cinco décadas na Suécia, conforme notícias recentes da imprensa. Esta nação inspirou Hitler, na seleção de raça, praticando o holocauto aos indefesos judeus. Outras nações européias têm seguido a Suécia, esterilizando as pessoas menos dotadas.
Os defensores do meio ambiente conseguiram leis para proteger a natureza, rios, mares, florestas e fauna, chegando a considerar-se crime inafiançável a derrubada de uma árvore. No entanto há mulheres privilegiadas pelo dom da maternidade que procuram, como legisladoras ou agentes atentar contra a vida de seu semelhante, seus próprios filhos inocentes e indefesos.
Católicos, evangélicos, judeus e outros partidários da palavra de Deus, contida na Bíblia devem ficar atentos para evitarem a reeleição de legisladores, favoráveis a leis como a do aborto, da eutanásia, da parceria civil, pois estes estão certos de que não serão reeleitos se uma dezena desses projetos forem apresentados agora antes das eleições.
Sigamos o exemplo recente da Colômbia, onde a senadora Piedad Córdoba foi derrotada pelo Senado com seu projeto de lei a favor do aborto ou tomamos como exemplo a autenticidade do sr. Ministro da Saúde, Dr. Carlos César da Silva Albuquerque que pronunciou ser conta o aborto por princípios moral, religioso e ético profissional.
- ÁUREO MARTINS FULGÊNCIO é bioquímico





