Outro forte indicador econômico reforça os impactos negativos da crise mundial na economia nacional. Balanço da Serasa Experian sobre nascimento de empresas aponta que a abertura de novos empreendimentos cresceu apenas 1,39% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2012. Apesar de positivo, o índice é bem menor do que os já registrados que ficaram acima de dois dígitos. Além disso, a avaliação de especialistas é que os seguidos reajustes na taxa Selic e o aumento da inflação devem manter o desempenho baixo.
Há meses a economia dá sinais de enfraquecimento. Baixa geração de novos empregos, queda na produção industrial, apreciação do dólar frente ao real, evasão de capital estrangeiro da Bovespa (principal bolsa de valores do Brasil), somados ao aumento da Selic e da inflação têm formado uma conjuntura nada favorável. O cenário ainda é aliado ao "custo Brasil", composto pela altíssima carga tributária e trabalhista e infraestrutura deficitária. Todos esses fatores "jogam contra" a cadeia produtiva. Apesar disso, não há sinais de modificações pelo menos no curto prazo.
Outro ponto a ser abordado é a influência da administração pública no desenvolvimento de municípios, Estados e do País. Levantamento da Junta Comercial do Paraná aponta que o número de empresas abertas em Londrina cai sucessivamente há pelo menos três anos. As incertezas políticas são apontadas como as responsáveis pelo mau desempenho. Além de serem consideradas como fator de desconfiança entre o empresariado, as constantes trocas de secretários acabam por tornar uma negociação muito lenta, tempo que nem sempre é disponibilizado pelos empresários.
Mudanças na atual política econômica, que privilegiem investimentos e incentivem a produção, com reformas estruturais e não pontuais como as apresentadas até agora, são de fundamental importância para estimular a economia. É preciso que a sociedade passe a cobrar mais efetivamente reformas necessárias ao desenvolvimento do País.

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