O Papa Francisco aproveita todas as oportunidades que aparecem para pregar conceitos de simplicidade e união dos povos em buscar soluções para a redução da pobreza. Ao que tudo indica, porém, a presidente Dilma Rousseff (PT) e a comitiva que viajou à Itália para assistir à missa que iniciou o novo papado não entenderam a mensagem do argentino Jorge Bergoglio. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os três dias que o grupo passou na capital italiana custaram aos cofres públicos R$ 325 mil em hospedagem. A diária da suíte presidencial custaria cerca de R$ 7.700; a do quarto mais barato, R$ 910.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que fez o levantamento dos gastos, a comitiva brasileira utilizou 52 quartos de hotel e 17 carros. A presidente teria se hospedado em um hotel (um dos mais luxuosos de Roma) porque a embaixada brasileira daquela cidade está sem chefe diplomático.
O Itamaraty não revelou quantas pessoas viajaram com a presidente, mas adiantou que a comitiva oficial foi formada pelos ministros Antonio Patriota (das Relações Exteriores), Aloizio Mercadante (Educação), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), Helena Chagas (Comunicação Social), e o embaixador do Brasil no Vaticano, Almir Franco de Sá Barbuda, que se incorporou ao grupo em Roma. Dilma e a equipe técnica se hospedaram no luxuoso hotel Westin Excelsior, na sofisticadíssima via Veneto. O grupo de apoio ficou no hotel Parco dei Principi.
Os partidos de oposição já pediram uma investigação dos gastos relacionados à viagem de Dilma a Roma. Dois paranaenses, o deputado federal Rubens Bueno (PPS) e o senador Álvaro Dias (PSDB) não pouparam críticas à presidente. Outro paranaense, o Secretário-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, respondeu às críticas dizendo que "faltou percepção para assuntos mais importantes". Quando oposição, o PT se levantou para reclamar de outras comitivas que saíram do Palácio do Planalto para o exterior.
Se houve gasto excessivo em Roma, é preciso que o governo federal se explique. O poder aquisitivo do brasileiro realmente melhorou, mas não a ponto de financiar os famosos "trens da alegria".

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