Abate, como sacrifício contra aftosa
Se mais essa cota de sacrifício for necessária para declarar o Paraná isento de febre aftosa, devem ser exterminados os lotes de animais sob suspeita na fazenda de São Sebastião da Amoreira. Isto é o que recomenda o Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Fundepec), no lugar de o Governo do Estado mover ação judicial contra o Ministério da Agricultura e Pecuária. Entende o Fundepec que recorrer à Justiça se tornará inócuo sob o aspecto do reconhecimento sanitário internacional, e que o abate dos animais suspeitos recuperará o status de sanidade em seis meses, se aplicadas na continuidade a vigilância sorológica e a vacinação nos demais animais. Porque, segundo essa instituição, há duas alternativas: uma, esta citada, do sacrifício sanitário, com a perspectiva de recuperação da condição sanitária nos seis meses subsequentes ao último caso registrado da doença; ou não sacrificar os animais e aguardar um ano e meio, depois do último caso, efetuando a vacinação em caso de emergência e da vigilância sorológica. Um risco muito grande, pela facilidade de alastramento, em caso da existência de aftosa. Parece prudente seguir a orientação do Fundepec. Não faltam os que defendem o aproveitamento dessa carne, em forma de doação, já que não oferece risco ao consumo humano, mas essa idéia fica descartada porque, pela locomoção de um lugar para outro há o risco de disseminação do vírus da doença aos animais, por via das partes ósseas desse produto. Se o extermínio for o preço para livrar o Paraná do ferrete que o tange, a medida deve ser tomada. Dessa forma, espera-se que sejam estancados com a maior brevidade como sugere o Fundepec os prejuízos que estão sofrendo as cadeias produtivas de carnes bovina, suína e avícola e de produtos lácteos. Se o próprio ministro da Agricultura informou a Organização Mundial de Saúde Animal que há febre aftosa em rebanhos do Paraná, agora não há muito a fazer. Se não houver uma eventual nova solução, acordada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a solução é o extermínio. Há indenização pelos lotes abatidos, mas não se sabe os valores e quando esse pagamento ocorre. Mas se o sacrifício desse gado é a forma de eliminar o problema, então a medida precisa ser adotada, ou o drama da ''aftosa paranaense'' não acabará tão cedo.





