Abandono de prédios públicos
As construções abandonadas há muito intervêm na paisagem urbana de Londrina. Esqueletos de edifícios em deterioração em várias regiões e imóveis prontos abandonados representam um risco à população porque acabam utilizados como mocós, pontos para consumo de drogas e prostituição, além de locais de proliferação de doenças, devido ao acúmulo de água parada e de lixo.
Embora exista o imbróglio judicial que emperra a conclusão de algumas obras como os edifícios da Construtora Encol, espalhados pelo centro e pela zona sul é importante que se busque uma solução para o problema. A melhor saída ainda é a sua conclusão, nos moldes de condomínio, a exemplo do que já foi feito em alguns dos prédios residenciais. No entanto, em casos de difícil resolução, é importante que ocorra a intervenção do Ministério Público até para que seja discutida com base em critérios técnicos a melhor opção.
Prefeitura e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia foram notificados nessa semana pelo MP a apresentar laudos sobre as reais condições dos esqueletos deixados pela Encol. O objetivo é tomar conhecimento do estado de conservação dessas estruturas e, segundo o promotor Paulo Tavares, esse trabalho inicial irá motivar inspeções em outras obras abandonadas. No entanto, é importante que, depois da emissão dos laudos, alguma providência seja tomada, a fim de reduzir o problema.
Seria conveniente que o MP estendesse essa ação a imóveis abandonados utilizados como mocós ou pontos de consumo de drogas. Nesse caso, também há riscos à saúde pública e de segurança, além de contribuir para a depreciação dos imóveis da vizinhança. Os proprietários têm que ser intimados a apresentar uma solução para o problema e é importante que seja imposta algum tipo de sanção, como um aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano, por exemplo.





