A volta de um ícone
A definição da data de reinauguração do Teatro Ouro Verde começou a colocar um ponto final em um triste capítulo da cultura de Londrina: a destruição, por um incêndio, desse prédio histórico, ícone da cidade. No dia 30 de junho, o Ouro Verde será entregue novamente aos paranaenses. O anúncio foi feito pela Universidade Estadual de Londrina, após garantia, por parte do governo do Estado, da nomeação imediata de servidores para o funcionamento do espaço. A contratação de 15 funcionários era o único ponto que faltava, pois as obras estão finalizadas há algum tempo. São técnicos administrativos, músicos, comunicador social, auxiliares operacionais e agentes de segurança. A reinauguração do Ouro Verde é uma conquista da sociedade, que se mobilizou para ver novamente em pé o cine teatro projetado por Vilanova Artigas e finalizado em 1953. Essa última reforma começou em janeiro de 2014, dois anos após o incêndio. Houve um período de lentidão dos trabalhos, interrupção e retomada em outubro do ano passado. Os custos, que antes estavam previstos em R$ 12,6 milhões, chegaram a R$ 16 milhões. Com capacidade para 750 pessoas e um palco com aproximadamente 400 metros quadrados, ele será capaz de receber apresentações de grandes companhias teatrais e musicais. Patrimônio cultural do Paraná, a destruição e reconstrução do Ouro Verde deve servir de lição para toda a sociedade e também para aqueles assumem a grande responsabilidade de preservar os prédios históricos e espaços culturais. Um curto-circuito, uma falha na conservação pode colocar abaixo as lembranças, as referências, a história de uma cidade. Reconhecer e zelar por esses espaços é valorizar tanto o passado quanto o futuro.





