Tem-se conclamado que as autoridades enfoquem, no caso do tráfico de drogas, não apenas os distribuidores ''formiguinhas'' que em função do acerto de contas desse pequeno negócio matam-se entre si e sim os fornecedores mais graúdos. Agora a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), de Londrina, acaba de prender uma das principais quadrilhas de traficantes de crack, em cujo poder foram apreendidos 35 quilos da droga. São 9 os presos. Foi a maior apreensão de crack ocorrida no Estado, neste ano. O grupo vinha sendo investigado fazia três meses, uma operação que chegou a bom êxito e que, certamente, abre pistas para a continuidade desse trabalho. Um feito que precisa ser exaltado e que se deve a uma bem conduzida diligência, comandada pelo coordenador da PIC, o promotor Leonir Batisti. Todo esse volume de crack puro renderia 100 quilos, que seriam distribuídos aos vendedores menores, gerando mais incremento do vício e mais possibilidades de desavenças entre eles, com eventuais assassinatos subsequentes, em função dessa causa, como já se tornou comum em Londrina. Óbvio que a prisão do bando não elimina o problema, mas a detenção desses traficantes desacelera um pouco a corrente do tráfico. É, naturalmente, uma ação que precisará prosseguir, continuamente. Faz-se agora necessário que esses presos não venham a ganhar liberdade antes que cumpram suas penas, ou pouco terá adiantado a operação. O crack, assim como a cocaína, entram pelas fronteiras de países vizinhos, e estes são portais de passagem praticamente livres, pela ausência de controle. Isto envolve escalões ainda superiores do meganegócio das drogas e faz parte de um poderoso bloco de amplitude mundial. No caso do Brasil, por se tratar de uma questão de segurança nacional, as Forças Armadas deveriam ser mobilizadas e constantemente para conter o mais possível a entrada dessas drogas e, no geral, o contrabando. Mas enquanto tal providência não ocorre e dia chegará em que essa cruzada de guerra terá de ser deflagrada operações como a da PIC de Londrina são de grande valia, pela eliminação de pontos terminais de distribuição. Quantos mais deles forem desarticulados, mais o tráfico irá se inibindo. A grande vitória seria não haver mais consumidores uma campanha de conscientização que também precisa ter andamento sistemático, por via dos meios pertinentes. Como o fabrico e o comércio das drogas converteu-se num dos maiores negócios do mundo e tem várias escalas, cada uma delas (incluindo a do consumo) deve ter seus combatentes no degrau que lhes compete. Caso da operação vitoriosa ora realizada pela Promotoria de Investigações Criminais.

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