Aos olhos do mundo, o Brasil mudou radicalmente desde que venceu a inflação com o Plano Real, em 1994. Deixou de ser uma promessa e passou a mostrar um potencial infinito, como uma das últimas grandes fronteiras econômicas do planeta. Para as grandes corporações do mundo, era chegada a hora de se instalar aqui. O Brasil iniciava então um novo ciclo de industrialização.
Quando assumi o governo do Paraná, uma das minhas maiores preocupações foi colocar o nosso Estado no ‘‘centro das atenções’’ dessas novas oportunidades. Os resultados estão aí. Tradicionalmente agrícola, detentor da maior produção brasileira de grãos, o Paraná operou, nos últimos três anos e meio, uma notável transformação ao atrair investimentos industriais de US$ 15 bilhões, plantando aqui o segundo pólo automotivo do País e diversificando a atividade econômica em todas as suas regiões. Em três anos e meio, nosso PIB subiu de R$ 30 bilhões para R$ 52 bilhões!
O sonho coletivo de abrir novos caminhos, que propus em 94, está realizado. Por que então quero continuar a ser governador? Porque agora é a hora de o Paraná intensificar a busca de caminhos para o sonho individual, construindo sobre os pilares erguidos na minha primeira administração um novo patamar de desenvolvimento social.
A industrialização não apenas fortalece nossa economia. O Paraná é o maior produtor brasileiro de energia elétrica. A industrialização vai permitir que seja consumido aqui grande parte do enorme excedente de energia que, por imposição da legislação federal, o Paraná era obrigado a mandar para outros estados, a preços reduzidos. Agora, vendendo a energia aqui, o Paraná começa a recuperar o ICMS e os empregos que antes eram mandados com a energia.
Se a conquista da industrialização, com seu notável círculo virtuoso, pressupõe óbvias vantagens sociais, a articulação de novas variantes e alternativas fará do Paraná uma referência de qualidade de vida e de vanguarda.
Financiamento rápido e barato para as pequenas e médias empresas e avanço na cadeia produtiva da agropecuária, com a atração de agroindústrias e indústrias de alimentos de alta tecnologia, são metas essenciais do meu próximo governo, para as quais acabamos de criar uma agência de fomento - o Banco do Emprego.
Além de se estruturar como casa das pequenas empresas, o Paraná dos próximos quatro anos vai construir também uma grande e especial rede de oportunidades no campo e nas cidades. Em três anos e meio, implantamos 350 Vilas Rurais, para 80 mil trabalhadores. Vamos continuar investindo nesse programa.
O programa de habitação do meu governo é o maior da história do Paraná, com mais de 50 mil famílias atendidas - e será ampliado. Nos últimos três anos e meio, investimos pesadamente em infra-estrutura. Agora será a vez de consolidar o Pólo Intermodal, na região Oeste, um conjunto de portos fluviais no Rio Paraná, interligados por ferrovias e rodovias e também pelos três aeroportos internacionais na região, confluência de três países.
Há conquistas na saúde e na educação, cujos resultados mais expressivos são a queda do índice de mortalidade infantil em 40% e o crescimento do número de vagas na rede de ensino público, com mais 280 mil alunos. O Paraná dos próximos quatro anos aumentará em muito seu peso no cenário nacional, consolidando-se como um Estado contemporâneo do futuro. Quero continuar a ser governador para dar a minha colaboração para consolidar a grande fronteira de novas oportunidades que começa a se fortificar em nosso Estado.
- JAIME LERNER (PFL) é governador do Paraná e candidato à reeleição pela Coligação Paraná Segue em Frente

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