A vez das cidades inteligentes
O que torna uma cidade inteligente? Ao contrário do que muitos pensam, elas não precisam ser futurista tipo Blade Runner. O conceito não depende de alta tecnologia, mas de melhorar a vida dos moradores com a ajuda dos recursos que já estão disponíveis. "Cidades Inteligentes e Humanas" é o tema de um seminário que será realizado nesta sexta-feira (22), em Londrina, evento organizado pelo Fórum Desenvolve Londrina, com o apoio da FOLHA. Especialistas no assunto vão levar a discussão para empresários, estudantes, professores e lideranças. O conceito de cidades inteligentes vem ganhando força nas últimas décadas e há algumas características comuns entre essas localidades, como o uso da tecnologia para melhorar o trânsito (câmeras de monitoramento, reprogramação de semáforos, ciclovias, uso racional de água, reciclagem de lixo). As tecnologias estão à disposição da população e dos gestores municipais. É preciso aplicá-las em benefício da população, na gestão dos municípios. O professor e pesquisador Abimael Cereda Junior é um dos participantes do fórum. Em entrevista à FOLHA, ele trouxe o exemplo de Niterói (RJ) que tem ido atrás de soluções simples e bem interessantes. Como integrar departamentos, mapear árvores da cidade para determinar a época de corte e disponibilizar a visualização em mapas para verificar se o zoneamento permite a construção de um certo tipo de imóvel ou não. Usar a tecnologia na construção de uma cidade inteligente é, principalmente, gestão e mudança de paradigmas. É utilizar e otimizar os dados e informações em processos. Moradores em geral, poder público, empresas, academia, todos trabalhando em conjunto para ir além de fazer uma cidade inteligente, para torná-la mais humana.





