A fotografia dos últimos vinte anos da história do País tem a capacidade de nos mostrar um cenário de amadurecimento gradual do desenvolvimento político de uma sociedade que, chegando à maioridade, não aceita mais ser tutelada, explorada e mantida à parte da disputa pelo poder.
O quadro desenhado para o segundo turno das eleições é resultado de um processo doloroso de conscientização da população que, espoliada, mostrou seu descontentamento com as práticas políticas tradicionais que geram a exclusão social e enchem de lama a imagem do município.
O sucesso do Partido dos Trabalhadores, em cidades do Paraná e de outros Estados no primeiro turno aconteceu por atender uma necessidade popular de participar, de inovar com responsabilidade, respeitando os valores éticos exigidos pelas comunidades na escolha e apresentação de seus candidatos, e garantir a continuidade das lutas em defesa dos interesses populares, por acesso a condições básicas e dignas de saúde, moradia etc..
Essas lutas foram o embrião do Partido dos Trabalhadores, como forma de levar os legítimos representantes do povo ao exercício do poder, em oposição ao poder econômico-político constituído; e ocorreram em diversas frentes no País, como no movimento pela abertura política no Brasil, pelo impeachment de Collor, participação atuante no Movimento pela Moralidade e cassação do ex-prefeito de Londrina.
A aproximação dos partidos ao PT foi decorrência natural da atuação absolutamente transparente dos seus membros enquanto vereadores, prefeitos, deputados, senadores que sempre estiveram pautados na ética, na compreensão sobre a vida e os anseios do povo e visando muito mais progresso social e econômico para todos.
Por todas essas razões é que uma simples e modesta campanha eleitoral transformou-se num movimento popular em todas as cidades onde o PT está no segundo turno, sustentado por todos os setores sociais compromissados unicamente com o bem da cidade e sem qualquer tipo de vinculação com grupos tradicionais da política.
E é opção clara da candidatura a manutenção das mesmas propostas do primeiro turno e a aliança com os mesmos partidos que desde o início acreditaram numa forma nova de fazer política e com os segmentos da população, os verdadeiros poderosos que tornarão o próximo mandato um reflexo e uma consequência de uma campanha limpa e pautada não na disputa do voto a qualquer preço, mas no voto consciente, na inclusão e sobretudo na coerência das ideologias onde o poder e as decisões passam de fato a emanar do povo e sempre na busca do benefício e dos projetos coletivos.
- CLÁUDIA PROCHET é advogada em Londrina