A vacina é mais do que uma escolha pessoal
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quarta-feira, 14 de outubro de 2020
Folha de Londrina 
Há um esforço enorme do governo estadual e dos municípios do Paraná em fazer com que a campanha de vacinação contra Poliomielite e Multivacinação alcancem o mais próximo possível da meta estipulada pelos órgãos de saúde para imunização de crianças e adolescentes.
Até o dia 30 de outubro seguem em pleno funcionamento as 1.850 salas de vacinação distribuídas em todos os municípios, mas a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) orienta as secretarias municipais a promoverem atividades de imunização em pontos de grande circulação nas cidades.
Em uma época em que a população de todo o planeta espera por uma vacina eficaz contra a Covid-19 para que a vida volte ao normal, os imunizantes precisam voltar a ser valorizados pelas pessoas de várias classes sociais que não aderiram às últimas campanhas.
A vacina protege e salva vidas. A campanha contra a poliomielite tem como público-alvo as crianças a partir de 12 meses a menores de 5 anos. A vacina utilizada na campanha é a oral, com duas gotinhas para cada criança.
Conforme a chefe do programa estadual de Imunização falou à FOLHA, Vera Rita da Maia, o Paraná tem 583.962 crianças nesta faixa de idade que devem ser imunizadas. Para que a vacinação seja efetiva no Estado é preciso atingir a cobertura vacinal de 95% desta população.
O Paraná não registra casos de poliomielite desde 1987. Porém, para manter a doença longe das nossas divisas é preciso deixar os índices de cobertura vacinal em alta.
Já a campanha multivacinação oferta 14 tipos de vacinas para crianças e adolescentes, como sarampo, meningite, rubéola, caxumba, difteria, tétano, pneumonia e diarreia, entre outras.
No ano passado, todas as oito vacinas recomendadas para crianças de até um ano (BCG, Febre Amarela, Meningo C, Pentavalente, Pneumocócica 10, Poiliomielite (VIP), Rotavírus e Tríplice Viral) ficaram abaixo da meta de 90% (para BCG e Rotavírus) e 95% (para as demais) no Paraná, conforme a FOLHA já noticiou.
Há vários motivos que levam as pessoas a deixarem de se vacinar ou vacinar os filhos. Certamente, o movimento antivacinação é um dos grandes responsáveis pela baixa adesão às campanhas. O aparecimento de doenças que há tempos estavam fora de circulação, como o sarampo, serve como exemplo das consequências desse descaso com a saúde pública.
Não foi à toa que a OMS (Organização Mundial de Saúde) considerou o movimento antivacina como uma ameaça à saúde mundial. E como essa onda ganhou muita força com o advento das fake news, seria importante que o poder público e comunidade científica façam um esforço de divulgação sobre a importância das vacinas e seus benefícios.. Lembrando: a vacinação é mais que uma escolha pessoal. Ela é uma questão de saúde pública.
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