A urgência da vacinação contra o sarampo no Paraná
Trata-se de uma doença altamente contagiosa, capaz de se espalhar rapidamente por meio de secreções respiratórias
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de outubro de 2024
Trata-se de uma doença altamente contagiosa, capaz de se espalhar rapidamente por meio de secreções respiratórias
Adriana de Cunto 
A confirmação, há poucos dias, de oito casos de sarampo na província de Río Negro, na Argentina, acendeu o alerta para o risco de novos casos no Paraná e colocou em prontidão autoridades da área de saúde do Estado. A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), ciente da proximidade geográfica e do fluxo constante de pessoas entre os dois países, emitiu um aviso para reforçar a vigilância e intensificar as medidas preventivas.
Embora o Paraná não tenha registros recentes da doença, os novos casos de sarampo no país vizinho criam uma demanda por uma ação imediata nos estados brasileiros que fazem fronteira com a Argentina, especialmente em termos de vacinação.
O Brasil recebeu a certificação de eliminação do sarampo em 2016. No entanto, devido ao grande fluxo migratório e às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular entre 2018 e 2022, fazendo com que, em 2019, o país registrasse 21.704 casos confirmados, perdendo a certificação.
Neste ano, o Brasil contabilizou dois casos importados: um no Rio Grande do Sul, proveniente do Paquistão, e outro em Minas Gerais, com origem na Inglaterra. No Paraná, entre agosto de 2019 e junho de 2020, foram registrados 2.081 casos de sarampo, sendo o último confirmado em junho de 2020.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, capaz de se espalhar rapidamente por meio de secreções respiratórias. As partículas virais podem permanecer suspensas no ar por várias horas, o que aumenta o potencial de contágio. Diante dessa realidade, a vacina é a única ferramenta eficaz para conter o avanço do vírus.
O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece gratuitamente a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que previne as três doenças e também a varicela. Apesar dessa disponibilidade, a baixa cobertura vacinal em anos recentes permitiu que o sarampo voltasse a circular.
O retorno do sarampo é um desafio para as autoridades de saúde de todo o Brasil. Como destacou o secretário de Saúde, César Neves, a vacinação em massa é essencial para manter o vírus sob controle.
A cobertura vacinal para a primeira dose em crianças de um ano está em 95,72%, mas é necessário manter e ampliar essa taxa para garantir que a população esteja realmente protegida.
A vacinação é a nossa melhor defesa, e negligenciá-la é colocar vidas em risco.
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