Enquanto uma verdadeira guerra global não se trava contra os fabricantes e grandes distribuidores de drogas, é necessário que governos, instituições e sociedade façam tudo o que estiver ao alcance para afastar do vício os drogados e evitar que outros entrem nele, principalmente os jovens. Por isso é louvável a parceria agora anunciada de Igreja e Estado visando capacitar líderes religiosos para atuarem na prevenção do uso de psicotrópicos e bebida alcoólica. É a primeira vez que esses dois poderes se unem para importante tarefa como esta.
A ação é capitaneada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e se estende a vários Estados. Só no Paraná já existem 558 inscritos para essa campanha voluntária. O curso de preparação ocorre pela modalidade de ensino a distância, por videoaulas, e a meta é treinar de início 5 mil pessoas em todo o Brasil. Estas se ocuparão de ações de prevenção, entrevistas motivacionais e abordagem de situações que requeiram atendimento clínico e psicológico dos dependentes do vício.
Tudo o que se fizer pela causa é benéfico, enquanto as autoridades (do Brasil e de todo o mundo) devem fazer a parte que lhes cabe, que é o combate aos focos centrais dessa praga social e que são os pontos de fabrico das drogas e o crime organizado que lhes dá sustentação. A presença da Igreja é importante porque já atua no atendimento a males sociais, assim como outras organizações privadas e também o poder público. Se todo esse sistema apenas combate as consequências - porque os males de origem são aqueles apontados -, essa cruzada é necessária para ao menos atenuar o problema que sabidamente não é de fácil solução. Atendo-se à questão desses atendimentos, a titular daquela Secretaria, Paulina do Carmo Duarte, afirma em entrevista à repórter Paula Bonini, deste Jornal, que práticas religiosas são fatores de proteção contra as drogas. O culto a valores espirituais previne também contra o descaminho das bebidas alcoólicas. Por isso a importância dessa maratona envolvendo no processo também as lideranças religiosas.
A formação do indivíduo se estriba em três pilares: a família, a escola e a Igreja, complementando-se com a ação do Estado. O movimento ora iniciado se soma a outros já existentes e deve ser apoiado por toda a sociedade, porque essa cruzada tem a ver com a segurança sobretudo da juventude. É ela que irá reger o mundo, e prepará-la para essa missão é dever da comunidade adulta.
®MDNM¯

mockup