A seleção brasileira decide hoje se vai para a final contra os alemães ou se amarga uma humilhante decisão de terceiro lugar contra a Coréia do Sul. O jogo contra a Turquia, adversário mais difícil até agora na trajetória do pentacampeonato, é uma incógnita. Na partida de estréia das duas seleções no grupo C do Mundial, o Brasil venceu por causa do erro do árbitro sul-coreano, que marcou um pênalti inexistente em Luizão. Mordidos com o erro da arbitragem e com a ‘‘manha’’ dos brasileiros – principalmente de Rivaldo, os turcos querem mostrar ao mundo que a derrota na estréia não estava nos planos do técnico Senol Gunes.
Pelo bom futebol da Turquia e pela ‘‘vaidade’’ da seleção brasileira, todo cuidado é pouco para chegar à final do Mundial. Apesar dos turcos buscarem um feito inédito na história da seleção (chegar a uma decisão de Copa do Mundo), o Brasil tem outro adversário: a própria seleção.
Para isso, o comandante Luiz Felipe Scolari se desdobra para controlar um time de estrelas. Ronaldo achava que a imprensa estava dando mais atenção a Rivaldo e inventou um novo corte de cabelo. Resultado: foi manchete em todos os jornais. Mais humilde, Rivaldo só tem um luxo: joga com uma chuteira de R$ 900,00. Roberto Carlos criticava, no início da Copa, o prêmio de R$ 500 mil oferecido pela CBF caso a seleção conquistasse o penta.
O próximo passo a ser dado, hoje pela manhã, poderá levar a seleção brasileira ao paraíso ou a uma avalanche de críticas pela vaidade do grupo, que nem Felipão se salvará. A seleção precisa de pés no chão e um passo certo para as redes turcas. Apenas isso!
Rodrigo Lima

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