Londrina, localizada numa das regiões de maior dinamismo econômico do Estado do Paraná, é considerada centro metropolitano de ação extra-regional, principalmente quanto aos serviços que oferece na área de Educação, Saúde, Cultura e atividade agropecuária. Apesar de não dispor, ainda, de um parque industrial na dimensão e diversificação hoje demandada pelas necessidades loco-regionais, a cidade dispõe de pequenas e médias indústrias; tem um bom equipamento urbano e afirma, ainda mais, sua condição de tornar-se pólo de desenvolvimento sócio-econômico-regional, pela disponibilidade de recursos materiais e físicos.
Pesquisa conduzida em 1995 pela Andersen Consulting, realizando uma avaliação crítica da função social da cidade e de suas ofertas, apontou algumas condições favoráveis e desfavoráveis para a implementação de um processo de desenvolvimento regional, a saber: considerações de infra-estrutura e serviços produtivos, acesso a clientes e fornecedores, estágio atual das comunicações e transporte, mercado de trabalho e potencial de desenvolvimento na área de Recursos Humanos, salientando a Ciência e Tecnologia como fatores geradores de aplicações promotoras de desenvolvimento.
Tendo a situação da cidade como foco, hoje, de um modelo de desenvolvimento industrial e salientando-se a importância de um Plano de Ação, gerador de novos investimentos, que incentive o estabelecimento de novos tipos de serviços e que, principalmente, alie os programas de formação de recursos humanos (educação de diversos níveis) às condições de desenvolvimento estrutural, demonstrando-se uma articulação ainda incipiente entre a função social de Universidade e Institutos de Pesquisa no sentido de oferecerem suporte ao processo de desenvolvimento local e regional, principalmente na esfera industrial.
A ênfase numa formação educacional e profissional adequadas (em níveis técnicos de 2º grau e superior) torna-se fator fundamental para o desenvolvimento dessa área e para a promoção de qualidade de vida de sua população. Esse fator vem sendo discutido e implementado regionalmente pela Adetec com a proposta de criação do Pólo Tecnológico do Norte do Paraná e do Sietec (Sistema de Educação Tecnológica).
A formação universitária e o papel da UEL nesse processo como unidade produtora, difusora de conhecimentos e transferidora de tecnologias aplicáveis ao desenvolvimento sustentável condiciona, hoje, uma forma participativa diferente à que tem sido conduzida, até recentemente.
Projeto em desenvolvimento no NIT - Núcleo de Inovação Tecnológica da UEL - como o ‘‘disqtec’’ visa a difusão e repasse de informações tecnológicas para o aprimoramento gerencial, administrativo e de tecnologias às médias e micro empresas, bem como a comunidade regional em geral. A tendência de uma política atual em C&T é de atender a três prioridades estratégicas: ser sensível às demandas sociais e tecnológicas; difundir tecnologias aplicáveis e valorizar a cooperação como instrumento para maximizar a capacitação de recursos humanos e materiais. Neste sentido, o envolvimento e a participação da comunidade no planejamento futuro das ações da universidade apresentando demandas que reflitam necessidades atuais, é uma forma nova de aproximação.
Essa nova perspectiva prevê, inclusive, reordenação de prioridades institucionais da Universidade nas áreas de expansão acadêmica, de pesquisa e atividades de extensão e serviços para colaborar, realmente, com a promoção de saúde, educação, tecnologias urbanas, informação e comunicação - requisitos ao desenvolvimento global da cidade.
Uma das mais importantes iniciativas conduzidas no corrente ano, em âmbito do governo federal, foi a convocatória do BNDES para a participação das IES no programa de modernização e qualificação do ensino superior, projeto esse que conta com recursos totais da ordem de 1 bilhão de reais, e que, por suas características, aponta a necessidade de as universidades se estruturarem em novas bases, salientando a captação de recursos como básica para um programa de investimentos, com ressarcimento condicional à contra-garantia de bens, imóveis e/ou receitas próprias da instituição.
Presentemente, algumas alterações da UEL com esse órgão financiador de projetos, aponta para a importância de atender a um processo funcional de integração universidade - comunidade, constituindo-se a participação comunitária (setores industriais, comerciários, educacionais em geral e outros) no meio efetivo de promover tal planejamento, e colaboração na definição de prioridades institucionais que visam o desenvolvimento integrado regional.

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