Os rios, mares e lagos são importantes fontes de vida e ecossistemas, que permitem suprimento para irrigação, plantio, produção de peixes, animais marinhos e geração de energia. Sem água não há vida, nem fotossíntese. No entanto, apesar da água ser denominada o mais valioso recurso natural da humanidade, esta riqueza tem-se tornado cada vez mais escassa. Cerca de 26 países já enfrentam escassez crônica de água. Na Índia, o solo já regrediu, e a China está importando água potável do Canadá.
Segundo dados da ONU, em 2050 4,2 bilhões de pessoas estarão vivendo em países que não poderão garantir a cota diária de 50 litros de água por pessoa para as suas necessidades básicas. Segundo projeção da ONU, a população mundial crescerá 50% até meados do século saltando para 9,3 bilhões. O aumento populacional, a poluição e o desperdício de água potável contribuem para esse fim.
Verifica-se que 97,50% da disponibilidade mundial de água está nos oceanos (água salgada), ou seja, água imprópria para o consumo humano, a não ser que seja realizado o processo de dessalinização, o que requer um investimento muito alto. Em seguida temos 2,43% em regiões subterrâneas. Somente 0,007% da água disponível é própria para o consumo humano, e localiza-se em rios, lagos, e pântanos. Do total disponível, apenas 8% é destinado ao uso individual, os restantes 70% são utilizados na agricultura e 22% para as indústrias.
Portanto, devemos buscar tecnologias alternativas ou ecológicas, mais baratas e menos poluidoras. Uma técnica que vem sendo discutida por técnicos especializados é o aproveitamento e manejo da água de chuva. Trata-se de reaproveitar a água de chuva para uso doméstico, industrial e agrícola; sendo visto como um meio simples e eficaz para se atenuar o problema ambiental de escassez de água.
A gestão sustentável das águas pluviais oferece a chance de baixar custos, economizar água tratada e energia elétrica, além de restaurar o ciclo hidrológico das cidades, pois diminuem as enchentes nas grandes cidades.
Diante da ameaça da falta de água, o poder público precisa estar mais atento e transmitir à população os desafios frente aos problemas atuais e a um futuro próximo. Uma nova postura ética do ser humano perante a natureza torna-se necessária.
Para que se cuide adequadamente do problema do racionamento de água, são necessárias ações diversificadas e que requeiram múltiplas estratégias de implementação, principalmente de ordem política. Apesar de muitos princípios exigirem a participação de órgãos governamentais, outras alternativas dependem de atitudes pessoais, que podem se somar a um esforço coletivo, fruto de uma ética de responsabilidade solidária. Tais ações podem ser desenvolvidas a partir de uma postura dos cidadãos de compromisso com a preservação do meio ambiente visando a qualidade de vida.
O emprego de forma racional se torna um processo bastante simples, e que pode perfeitamente ser empregado nas tarefas cotidianas. Durante um banho por 15 minutos, você joga fora cerca de 242 litros de água pura, enquanto é necessário gastar apenas 81 litros para isso. A mudança na tomada de consciência é fundamental neste processo.
É necessário que haja a mudança de mentalidade das pessoas rumo à evolução em benefício de todos, sendo fruto de uma nova consciência ecológica e de uma nova postura ética do homem perante a natureza. Se torna um dever da coletividade defender e preservar o meio ambiente, aliadas à vontade política, junto à tomada de decisões, forças unificadas que objetivam a qualidade de vida e a preservação do planeta para nossas futuras gerações, que dependem de um desenvolvimento ambientalmente sustentável.
ANDRÉA DAS GRAÇAS LOPES BARBON é graduanda do curso Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Filadélfia (Unifil) em Londrina

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