EDITORIAL -

A telemedicina durante a crise do coronavírus


Folha de Londrina
Folha de Londrina

A tecnologia tem que ser colocada a serviço da humanidade e em um momento de crise como o que estamos passando é importante usarmos as inovações para o bem da sociedade.  

Por isso, foi muito interessante a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que autoriza o uso da telemedicina durante a pandemia do novo coronavírus. Com a aprovação, o texto que também regulamenta o exercício da telemedicina e autoriza que atividades de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção da saúde sejam realizadas por meio de tecnologias digitais, segue para o Senado.  



A aprovação da matéria aconteceu por votação remota. É uma oportunidade para as pessoas que precisam de acompanhamento do seu médico poderem ter consultas no período de quarentena.  

Há poucos dias, o CFM (Conselho Federal de Medicina) elaborou um ofício reconhecendo a possibilidade e a eticidade de utilização de recursos como telefone, aplicativos de mensagens e webconferências em caráter de excepcionalidade e enquanto durar o enfrentamento ao covid-19 para garantir a continuidade do isolamento social tanto dos pacientes quanto dos médicos.  

O tema não é novidade. O uso de recursos tecnológicos que possam evitar idas aos hospitais por parte dos pacientes, principalmente os idosos, bem como o atendimento em localidades remotas, já vêm sendo debatidas há cerca de duas décadas no País.   

É claro que o uso da telemedicina não vai excluir o atendimento presencial, principalmente se o médico constatar alguma emergência.  

A telemedicina é mais um instrumento para aprimorar a oferta de cuidados de saúde durante a pandemia de coronavírus e deve servir de experiência para o futuro. Não dá para ignorar que a decisão da Câmara coloca o País em sintonia com as inovações tecnológicas e com a prática em outros países.  


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