A tão esperada melhora na infraestrutura
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou que em maio o governo brasileiro planeja lançar um novo programa de concessões para investimentos em infraestrutura. A proposta é apresentar à sociedade e, principalmente ao setor privado, uma visão global de áreas que estarão disponíveis para concessão. A intenção é atrair investidores estrangeiros. Aliás, é esse o plano.
Deslanchar o chamado Programa de Investimentos em Logística (PIL) é prioridade do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A intenção era tirá-lo do papel ainda no ano passado, pois o PIL é considerado complementar ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele prevê novas concessões para reformas e construção de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
Em paralelo ao plano para infraestrutura, o governo federal está analisando também os mecanismos de financiamento e o Ministério da Fazenda está conversando com o Banco Mundial para ajudar a desenvolver algumas alternativas. O setor privado investiu R$ 610 bilhões em infraestrutura no Brasil nos últimos cinco anos em áreas como energia, comunicação e logística.
Anteriormente, Dilma já havia anunciado uma série de concessões para modernização desses serviços. Em muitos casos, os empresários criticaram os modelos das concessões e o Executivo acabou recuando.
Mesmo sabendo que conceder não é privatizar, é preciso que a sociedade se interesse em acompanhar e fiscalizar a implementação desse plano para infraestrutura. Assim como é importante que o governo federal busque clareza e apresente transparência em todo o processo.
O programa de concessões é hoje a principal alternativa do governo federal para fazer crescer os investimentos em infraestrutura. Dessas obras dependem a boa qualidade dos serviços prestados, o aumento da produtividade no País e a tão esperada melhoria na competitividade.





