A solidariedade precisa se multiplicar
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terça-feira, 21 de abril de 2020
Folha de Londrina 
Ser vítima de assalto, roubo ou furto é uma experiência dolorosa para qualquer pessoa. Não é fácil ver desaparecer em pouco tempo algo que custou dinheiro e horas de trabalho. Mesmo que seja um valor sentimental, há objetos que são insubstituíveis.
Mas quando a vítima dos ladrões é uma instituição que presta serviço social, o sentimento de revolta aumenta. Em Londrina, escolas públicas, creches e ONGs (organizações não governamentais) constantemente são alvo de furtos.
No último fim de semana, a má notícia veio para os gestores e trabalhadores da APS-Down (Associação de Pais e Amigos Portadores de Síndrome de Down) de Londrina. Os bandidos levaram três botijões de gás, materiais de limpeza e manutenção, além de todas as torneiras e registros em metal.
Em entrevista à FOLHA, a diretora da escola, Idalina Marques, desabafou: “Já trabalhamos com dificuldade, contando sempre com parcerias, voluntários e agora temos que passar por isso”.
Fundada em 1993, a APS-Down é uma entidade filantrópica que presta atendimento educacional e terapêutico especializado para 180 alunos. Localizada no Jardim do Sol, zona oeste de Londrina, a entidade também é mantenedora da creche de Educação Infantil Haydee Colli Monteiro, que assiste 60 crianças de até 3 anos.
Atualmente, escola e creche estão fechadas, mas o atendimento clínico está em funcionamento. Não é a primeira vez que a instituição é alvo de ladrões e nem as câmeras de segurança têm sido suficientes para inibir a ação de bandidos.
A APS-Down apela agora para que a comunidade contribua para a reposição das torneiras, ferramentas e outros objetos roubados.
É mais uma preocupação para a entidade, que já fazia campanha para arrecadar álcool em gel e máscaras de contenção para os atendimentos terapêuticos.
As finanças de entidades sociais vêm sendo afetadas pela crise do novo coronavírus. Se por um lado o desemprego faz aumentar a demanda por ajuda, por outro lado os donativos diminuem.
Hoje, para quem vive de doação e campanhas, é muito mais difícil repor o objeto de um roubo. Isso porque a disseminação da Covid-19 não é apenas uma crise na área da saúde. Afeta de maneira extrema também a economia, atingindo principalmente as famílias mais carentes que contam agora apenas com a solidariedade.
A FOLHA deseja que todos tenham atitudes solidárias durante a pandemia do novo coronavírus


