A crise econômica fez uma infinidade de comerciantes fechar as portas no País. Os pequenos foram os que mais sofreram, não só diante da dificuldade econômica, mas também por conta da ascensão do comércio eletrônico nos últimos anos.

Reportagem publicada na FOLHA nesta semana mostra a saga pela sobrevivência do pequeno comércio de bairro, como mercearias, sacolões, armarinhos, lojas de "presentinho", pet shops e padarias. Para não fechar as portas devido à queda nas vendas, muitos relatam que precisaram reduzir o já modesto quadro de funcionários. Criatividade também não pode faltar e, para isso, passaram a contar com a ajuda das redes sociais para atrair clientes.

A proximidade com o consumidor é uma arma. Muitas vezes, as pessoas não querem sair do bairro e procuram primeiro ali o que querem comprar. Aí entra o desafio de fidelizar o cliente: preços competitivos e bom atendimento.

Outro problema enfrentado são os assaltos, aos quais os pequenos comerciantes estão mais suscetíveis nos bairros. Alguns já foram forçados a encerrar atividades por não resistir à insistência dos bandidos. E ainda tem a questão da restrição ao crédito que atinge grande parcela dos consumidores. Se o lojista não fizer uma avaliação criteriosa corre o risco de não receber.

Com objetivo de fortalecer o varejo bairrista, o Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região) pretende implantar, juntamente com o Sebrae, um projeto de capacitação dos comerciantes e criação de polos comerciais, a exemplo do que já ocorre na zona norte de Londrina. A proposta é fazer um estudo da cultura de consumo de cada região e levar os comerciantes a pensar em estratégias para fazer seus negócios crescerem.

Este movimento pode trazer bons frutos justamente em um momento em que, enfim, os comerciantes podem visualizar luz no fim do túnel. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o comércio varejista ampliado acumulou ganho de 7,4% nos primeiros quatro meses de 2018, comparado a igual período do ano anterior. Ainda que de forma lenta, os números positivos estão surgindo e quem resistiu à crise precisa de apoio para se reinventar e se fortalecer.

mockup