A responsabilidade nos ombros do eleitor
Nunca o eleitor brasileiro foi tão cobrado em relação à responsabilidade do voto como nestas eleições. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia hoje uma campanha de esclarecimento e concientização sobre as eleições gerais onde a recomendação principal é para que o cidadão pesquise a vida pregressa dos candidatos e escolham os que tenham bons antecedentes.
No âmbito judicial, caberia aos tribunais regionais eleitorais impugnar registros de candidaturas de pessoas com condenação em órgãos colegiados. Até ontem, o Ministério Público Eleitoral já havia pedido a impugnação de 338 candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa, mas alguns tribunais já emitiram decisões contrárias à orientação do TSE, por entenderem que a lei não se aplica aos políticos que tenham sido condenados antes que ela entrasse em vigor.
Essas recentes decisões mostram que o próprio judiciário está sendo nitidamente testado e que caberá ao TSE, mesmo às vésperas da decisão nas urnas - definir as questões pendentes.
Frente à isso, mais uma vez a responsabilidade recai nos ombros dos eleitores. Para ajudar na escolha dos candidatos, algumas entidades de combate à corrupção estão disponibilizando mecanismos para auxiliar a identificação dos fichas-sujas.
Em um país em que um terço dos 513 deputados federais e 81 senadores têm problemas com a Justiça -isso sem contar as centenas de deputados estaduais, a verificação da conduta pessoal e política dos candidatos passa a ser praticamente obrigatória. Depois de eleitos e empossados, não adianta reclamar e virar as costas para a política.





